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Governo retira de projeto item que aumenta taxas da Agrodefesa

11 de Dezembro de 2012 às 15:26

O líder do Governo na Assembleia, o deputado Helio de Sousa (DEM), em entrevista a Agência Assembleia de Notícias, anunciou a retirada do item G do projeto da Governadoria que trata do aumento de taxas em todo o Estado. O item trata do aumento de taxas do setor da Agrodefesa e foi retirado de pauta conforme ele mesmo anunciou durante a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), desta terça-feira, 11.

Helio de Sousa contou que pela manhã houve uma reunião do governador Marconi Perillo (PSDB) com representantes da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), membros da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) e os deputados-membros da Frente Parlamentar do Agronegócio da Assembleia, para debaterem o aumento das taxas da Agrodefesa. Daí veio o consenso.

“Durante a reunião chegou-se ao consenso de que a melhor opção era apresentar uma emenda supressiva, retirando o item G do projeto, para que haja mais tempo para se discutir a matéria e chegar a um entendimento. Agora, a discussão de criar ou não taxas e criar ou não fundos rotativos, só voltará para Casa no ano que vem”, afirmou Hélio de Sousa. Com a emenda, o processo nº 4.095, retorna à CCJ para votação da emenda supressiva. As demais alterações propostas pela matéria não sofrerão modificações.

O deputado Valcenôr Braz (PTB), presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, afirmou ser ideal esse tempo para se discutir o aumento das taxa e, com isso, poder visitar o interior do Estado e conhecer a realidade de cada família e de cada trabalhador rural. “A retirada de pauta nos dá esse tempo hábil”, reafirmou.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, disse que a Assembleia terá até fevereiro para discutir a matéria, juntamente com a sociedade civil organizada, e só assim votar o item G. De acordo com o presidente Schreiner, o Governador foi sensato e sensível ao pedido dos representantes da área, e que ele irá usar esse tempo para verificar as taxas e os programas da Agrodefesa.

“O agronegócio é a atividade que sustenta o Estado de Goiás, e entendemos a importância do debate. Sempre deixamos clara a necessidade da criação de um projeto estruturante, que leve assistência técnica para o campo, uma melhor qualificação do meio rural e um aumento da renda e da riqueza, tirando as famílias da linha da miséria. Vamos continuar insistindo que essa é a melhor forma do aumento de taxas não ser sentido pelos produtores rurais”, reforçou José Mário Schreiner.

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