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Etanol

17 de Janeiro de 2013 às 09:53
Economista goiano Fernando Safatle apresenta livro sobre o etanol no Programa Entrevista desta quinta-feira, 17. às 19 horas.

O economista goiano Fernando Netto Safatle foi entrevistado pelo Programa Entrevista nesta quarta-feira, 16. Autor do livro "A Economia Política do Etanol", recentemente publicado pela editora paulista Alameda, ele reflete sobre a geopolítica dos biocombustíveis e suas implicações para a economia brasileira.

O Programa vai ao ar pela TV Assembleia, que pode ser sintonizada no canal 8 da Net, nesta quinta-feira, 17, às 19 horas.

No primeiro bloco, Fernando revelou que se interessou pelo assunto há muitos anos, quando herdou uma microdestilaria da família. Após acompanhar o processo da produção do etanol no Brasil, desde o Governo Geisel, no final dos anos 70, o escritor concluiu que o processo de distribuição do combustível, que é derivado da cana-de-açúcar, ainda se encontra estagnado no País.

O economista acredita que o Brasil deveria apresentar, no mínimo, um milhão de destilarias. "O País possui apenas 370 usinas. Atualmente, a comercialização do etanol pode ser realizada apenas diretamente, junto à distribuidora de petróleo. A legislação brasileira prejudica o micro, pequeno e médio, porque os marginaliza. Isso ocorre porque as grandes distribuidoras apresentam interesse em se deslocar apenas para adquirir o etanol dos grandes produtores", afirmou.

Ele ainda apontou o problema da concentração regional a produção do etanol no País, fator determinante para o aumento do preço final do biocombustível. "Cerca de 66% da produção do etanol está confinada à região Sudeste. Essa concentração acaba tornando seu preço mais elevado e menos competitivo do que o da gasolina".

Mercado Externo

No segundo bloco, o economista falou sobre a política externa de biocombustíveis e suas implicações geopolíticas. Segundo ele, o Brasil foi pioneiro ao criar um processo de produção de energia limpa e não-poluente em grande escala. Isso teria teria levado diversas nações adotarem medidas protecionistas mais lacônicas, com o objetivo de proteger seus respectivos mercados internos.

"Grandes nações, como os Estados Unidos, estabeleceram um sistema protecionista que engessou o mercado internacional, de maneira a ganhar tempo para desenvolver seu próprio programa doméstico de biocombustíveis", explicou. Hoje, aquele país lidera a produção de biocombustíveis derivados do milho, e atende a demandas de grandes mercados, como o japonês.

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