Fábio Sousa prestigia ato do Governo que beneficia ex-servidores da Caixego
O presidente da Assembleia Legislativa, Fábio Sousa (PSDB), participou na tarde desta sexta-feira, 25, da cerimônia que anunciou a sanção da lei que concede anistia aos ex-servidores da Caixego. O evento foi realizado no auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico, e contou com a participação de várias autoridades, dentre elas o governador Marconi Perillo. Fábio Sousa foi o relator do projeto de lei que trouxe o benefício aos, agora, anistiados.
A medida beneficia 1.235 pessoas. A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) tem 30 dias para cumprir a determinação da lei.
O presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás, Antônio Alencar Filho, representa os mais de mil e duzentos ex-servidores da Caixego demitidos por motivação política. Em discurso, ele agradeceu ao Governo do Estado pelo apoio na luta em busca da anistia e falou sobre o papel de Fábio Sousa na conquista. “O deputado foi primordial para que os ex-servidores da Caixego chegassem à anistia. Foi um dos principais colaboradores para esta vitória.”
O governador Marconi Perillo afirmou que esta é uma oportunidade histórica. “Estamos reparando uma das maiores injustiças cometidas no Estado de Goiás”, argumentou. Marconi ainda agradeceu a Assembleia Legislativa pelo apoio. “O Poder Legislativo foi solidário com esta causa. Ao Fábio Sousa, meus cumprimentos.”
Fábio Sousa sempre atuou na Casa para conceder anistia aos ex-servidores. Agora que a lei foi sancionada, o deputado diz que tem a sensação de dever cumprido. “Tive a honra de poder contribuir para que hoje vocês sejam chamados de anistiados e não de ex-servidores. Este momento está transformando a vida de vocês, definitivamente, em anistiados. É o resgate da dignidade de todos”, disse o deputado, que ao encerrar o discurso, foi aplaudido de pé por todo o auditório.
O parlamentar lembrou que o sofrimento dos anistiados se arrastou mais de 20 anos, período marcado por histórias muito tristes, com casos de suicídio, depressão e separação. “Foi um fato extremamente político. Essas pessoas ficaram sabendo de sua exoneração através do Jornal Nacional e não tiveram nenhuma condição de procurar outro emprego. Hoje, a anistia, em resumo, é uma justiça aos injustiçados”, concluiu.
Caixego
A Caixego foi criada em 1962, no governo Mauro Borges, a Caixego (Caixa Econômica do Estado de Goiás) visava uma atuação como banco popular. Em 1973, foi transformada em empresa pública e assim chegou a 1990. A empresa foi liquidada extrajudicialmente pelo governo Collor (90-92). Ao entrar em liquidação, a Caixego contava com 143 agências e postos de atendimento na capital e no interior, 3.680 funcionários, 425 mil correntistas e pelo menos 27 mil contratos habitacionais em andamento.