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Campanha da Fraternidade

18 de Fevereiro de 2013 às 23:12
Iniciativa de Karlos Cabral e Humberto Aidar, a sessão solene, da noite desta segunda-feira, 18, chamou os jovens a participar.

A Assembleia Legislativa realizou, na noite desta segunda-feira, 18, sessão solene, no Plenário Getulino Artiaga, dedicada à Campanha da Fraternidade de 2013. A iniciativa partiu dos deputados petistas Karlos Cabral e Humberto Aidar, com o objetivo de convidar os jovens a protagonizar a construção de um novo tempo.

A Campanha da Fraternidade deste ano, em Goiás, foi lançada na quarta-feira, 13, pelo arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, na Cúria Metropolitana.

Com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me”, a Campanha da Fraternidade quer focar os jovens numa mudança de época, dando destaque à cultura midiática.

Compuseram a Mesa, ao lado do primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helio de Sousa (DEM): o assessor especial da Governadoria, Clóvis de Oliveira, representante do governador Marconi Perillo (PSDB); o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de goiás, desembargador Carlos Escher; o arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz.

E ainda: o reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Wolmir Amado; o assessor parlamentar Renato Rassi, representante do senador goiano Cyro Miranda (PSDB); o padre Rodrigo de Castro Ferreira; a assessora da Pastoral da Juventude, Helia Marina Monteiro.

Parlamentares

Os autores da homenagem proferiram seus discursos durante a sessão solene.

"É com muita alegria que estamos nesta Casa de Leis debatendo a Campanha da Fraternidade 2013. A Igreja Católica renova sua confiança no jovem, e conta com ele para a construção de um mundo mais fraterno. O chamamento que a Igreja faz à juventude já está sendo amplamente respondido", afirmou Humberto Aidar.

O petista também afirmou que acredita que a campanha vai impulsionar a vocação revolucionária do jovem brasileiro para cumprir com maestria os projetos divinos. "Através da Campanha da Fraternidade 2013, a juventude brasileira irá se alegrar, e com seu espírito revolucionário, terá mais um encontro com Jesus Cristo. Os jovens vão lutar pela vida, e combater a morte e a violência", disse.



O petista afirmou, ainda, que a iniciativa fará com que juventude brasileira se empenhe na divulgação da palavra de Deus, no amor ao próximo e na paz entre os povos. "Nesse momento, promover o encontro de jovens com Deus é de suma importância para a resolução de problemas que nos afligem", acrescentou.



Humberto Aidar ainda teceu comentários sobre a renúncia do Papa Bento XVI, que vai deixar o papado por apresentar problemas de saúde. Ele elogiou a coragem do ato do Sumo Pontífice, e ainda aventou a possibilidade de que, um dia, o arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, se candidate à liderança da Basílica de São Pedro.

Em seu discurso, Karlos Cabral lembrou que, neste ano, o tema da Campanha é Fraternidade e Juventude, que tem como objetivo fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, buscando compreender a realidade vivenciada e a riqueza de suas diversidades. O deputado lembrou ainda que se trata de uma forma de acolher os jovens no contexto de mudança de época, proporcionando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

“Nossa constituição afirma a laicidade do Estado, e longe de mim ir ao contrário, pois tal preceito é fundamental para a democracia e para o respeito com todas as religiões. Contudo, as experiências que garantem vida, autonomia e a transformação da realidade que oprime, devem ser anunciadas aos quatro ventos, sejam elas quais forem”, disse.

O deputado aproveitou para falar da sua juventude, de sua trajetória na igreja e, em especial, na Pastoral da Juventude, afirmando ser “fruto de muitas Campanhas da Fraternidade”. Ainda, lembrou o surgimento da Campanha durante o Concílio Vaticano II e de sua história, até sua inserção na América Latina.

“É um grande desafio para a Igreja, discutir a temática da juventude. Dentre tantas particularidades do que é “ser jovem” logo de início encontramos um mundo de julgamentos e preconceitos. Nosso país sempre viveu uma carência de políticas públicas voltadas para a juventude”, acrescentou.

Karlos Cabral finalizou lembrando que a Campanha da Fraternidade volta os olhos à juventude em um ano muito importante para a mesma, que marcará a aprovação do Estatuto da Juventude. O parlamentar frisou que o Estatuto foi resultado de um processo de escuta a jovens de todo o Brasil e que ele deve nortear as políticas direcionadas à juventude. “Contudo tal instrumento tão rico não deve ser dispensado pela sociedade civil, que tem o dever de fiscalizar a aplicação pelo Estado”, reforçou.

“Faço um convite a toda sociedade, para que acreditemos no protagonismo dos nossos jovens e que ajudem a promover espaços para formação de cidadãos comprometidos com o bem comum e com a Civilização do Amor. A Campanha da Fraternidade é um tempo propício para refletirmos sobre nossas ações e nos convertemos à juventude. Convertermo-nos a esse jeito de ser Igreja e ser sociedade. Sem preconceitos, sem amarras, e com muita vontade de contribuir para um mundo melhor de se viver”, concluiu.

Religiosos

O arcebispo Metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, subiu à tribuna para comentar a temática da Campanha da Fraternidade deste ano. "Em última análise, a campanha alerta acerca da mensagem cristã de Jesus. Não há maior amor do que aquele que dá a vida pelos irmãos", afirmou.

Ele também teceu comentários acerca do Concíliio Vaticano II, presidido pelo Papa João XXIII. Segundo ele, na década de 1950, foram convocados os chamados "voluntários do Papa", que iniciaram a implantação da campanha no mundo católico. Aos poucos, a iniciativa foi ganhando adesão, e, por estímulo do padre Paulo VI, foi instituído o dia anual do lançamento da Campanha da Fraternidade. 



"Esta é a segunda vez que, na cinquentenária história da campanha da fraternidade, a juventude é objeto temático da iniciativa - a primeira foi lançada em 1992", disse.



Dom Washington também concluiu sua fala, avaliando que o grande problema vivido pelos jovens é a ausência de um sentido profundo para a vida. "Os jovens são considerados pela Igreja como sendo protagonistas da civilização do amor e do bem comum. A juventude constitui um templo de especial amor existencial. Os jovens anseiam sempre por um mundo diferente, por uma ordem social. Existe um número imenso de jovens dispostos a construir laços de harmonia social", encerrou.

Da tribuna, o padre Rodrigo de Castro Ferreira teceu comentários sobre a Campanha da Fraternidade 2013. Ele afirmou que é preciso que a juventude aprenda a seguir o exemplo deixado por Jesus Cristo.

"São 50 anos de Campanha da Fraternidade. Este é um momento forte na vida da Igreja. Hoje, temos consciência de quanto nossa juventude necessita de esperança. É preciso dialogar e aprender com os jovens, com a linguagem dos jovens", afirmou.

O padre constatou que, nos últimos anos, aumentaram todos os tipos de violência cometidos contra a juventude. "Diante disso, como nos ensina Bento XVI, precisamos acreditar no jovem. Olhar para o rosto do jovem e enxergar aí o próprio rosto de Cristo, e compreendê-lo na pessoa do jovem", frisou.

Representante dos jovens

A assessora da Pastoral da Juventude, Hélia Marina Monteiro, subiu à tribuna para falar da Campanha da Fraternidade e seu tema Fraternidade e Juventude, pela qual a Igreja Católica reconhece e defende o protagonismo do jovem.

 “Somos igreja jovem, mas precisamos colocar os pés no chão e enxergar Deus, não distante, mas sim em cada um de nós e dos outros, respeitando e acreditando na nossa juventude“, defendeu Hélia.

A assessora pediu, ainda, políticas públicas que assegurem o direito dos jovens e seu papel como peça renovadora. “Nós não somos o futuro do país, nós somos o presente e não seremos marginalizados e deixados de lado”, concluiu.



 Promovendo debate

Há 50 anos, a Campanha da Fraternidade é realizada pela CNBB, sempre abordando assuntos de interesse da sociedade, com intuito de promover debate sobre assuntos que despertem o sentimento de solidariedade dos fiéis e da sociedade em relação aos problemas que envolvem a população, buscando também o caminho para solucioná-los.

Com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me”, a Campanha da Fraternidade 2013 quer focar os jovens numa mudança de época, dando destaque à cultura midiática. Neste tempo de novas tecnologias avançadas e rápidas, os jovens, com facilidade, dominam esses espaços e propõem à sociedade um novo jeito de viver, quebrando paradigmas e rompendo barreiras.

A Campanha da Fraternidade deste ano, em Goiás, foi lançada na quarta-feira, 13, pelo arcebispo Dom Washington Cruz, na Cúria Metropolitana. Na sequência do evento, será realizada nesta segunda-feira, 18, às 20 horas, sessão solene no Plenário Getulino Artiaga da Assembleia, por iniciativa dos deputados petistas Karlos Cabral e Humberto Aidar. O objetivo dos parlamentares é convidar os jovens a protagonizar a construção de um novo tempo.

“Este é o momento para refletir onde erramos e violentamos a nossa juventude. É dever do Estado zelar por seus direitos”, defende o deputado Karlos Cabral, que por anos militou na Pastoral da Juventude.

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