Deputadas ressaltam conquistas das mulheres e enfatizam que luta continua
Em seus pronunciamentos, as deputadas Isaura Lemos (PCdoB), Gracilene Batista (PTB) e Sônia Chaves (PSDB) ressaltaram as conquistas da mulher em décadas de luta, mas também reconheceram que ainda tem muito a ser conquistado.
As três parlamentares enfatizaram que o Dia Internacional da Mulher é uma data festiva, mas também de reflexão, especialmente para as mulheres, sobretudo com relação a violência de que seguem sendo vítimas em pleno século 21.
Isaura Lemos destacou avanços no trabalho, na educação e em outras áreas, lembrando que já se vislumbra no Brasil um novo cenário para a mulher.
Frisou, porém, que a mulher ainda deixa a desejar com relação a sua participação na política. Citou que as mulheres são 51,7% do eleitorado brasileiro, no entanto têm apenas 9% de representantes na Câmara Federal, 10% no Senado e apenas duas prefeitas entre as 26 capitais do País. Mas citando Cora Coralina, a parlamentar manifestou a confiança de que “removendo pedras e plantando flores”, a mulher conquistará de vez o lugar que é dela na sociedade e no planeta Terra.
Gracilene Batista levantou dados sobre a violência ainda sofrida por mulheres no século 21. Enfatizou que a ONU divulgou, recentemente, um alerta preocupante, em que sete em cada dez mulheres são vítimas de agressões ao longo de sua vida.
“A conquista do nosso espaço também está em nosso dia a dia, quando realizamos todas nossas tarefas e deixamos ainda sobressair nossos sentimentos”, frisou Gracilne.
A parlamentar parabenizou a mulher mãe, esposa, que administra o lar, ajuda os necessitados, negocia, fala com sabedoria, ensina com amor e sorri diante do futuro.
Sônia Chaves também falou sobre a violência de que as mulheres são vítimas. Lembrou um fato recente que ganhou manchete nos jornais, que é o da Raimunda Vieira, de 34 anos, assassinada no interior do Estado e que teve seus dois bebês sequestrados.
A deputada tucana reconheceu os avanços com a Lei Maria da Penha e estruturação de delegacias, mas ressaltou que ainda existem barreiras que impossibilitam o exercício dos direitos das mulheres, como o índice de violência, sobretudo doméstica. “Essa data é importante para que possamos refletir sobre nossas conquistas, dificuldades e também buscar melhores dias para sociedade goiana e brasileira”, sintetizou a parlamentar.