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Saúde Mental em debate

11 de Março de 2013 às 12:21
Com apoio do deputado Mauro Rubem, Assembleia sediou, nesta manhã, reunião do Fórum Goiano de Saúde Mental.

A Assembleia Legislativa sediou na manhã desta segunda-feira, 11, a reunião mensal do Fórum Goiano de Saúde Mental. O evento teve início às 9 horas, no Auditório Costa Lima e foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Casa, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT).

A representante do Fórum Goiano de Saúde Mental, Heloísa Massanaro, informou que a entidade é composta por usuários, trabalhadores na saúde mental e movimentos sociais. Segundo ela, o evento realizado na Assembleia é uma das ações do Fórum, visando orientar a sociedade sobre os cuidados a serem realizados com os portadores de transtornos mentais. “O nosso público-alvo é toda a sociedade, pois ações como essa servem como reflexão das ações realizadas para tratar todos os tipos de doença mental”.

O seminário contou com a palestra do professor Ileno Costa, psicólogo e coordenador de Intervenção Precoce da Psicose da Universidade de Brasília (UNB). O tema discutido foi “Crise: cuidados e hospitalidade noturna”. “Temos que aprender a lidar com as crises que acometem as pessoas, objetivando que ocasiões como essas não se tornem corriqueiras e o torne um paciente crônico”.

Ileno Costa disse ainda, que a criação de mais unidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) é uma ação efetiva no tratamento ao portador de transtornos mentais. “Esse locais são apropriados para receber o paciente no momento de crise, porém a estadia do mesmo deve acontecer por um curto período, o paciente precisa ter convívio diário com a sociedade, para que haja melhoria na sua qualidade de vida”. O psicólogo afirmou, também, que o tratamento de crise é um desafio a ser enfrentado por todos.

O médico psiquiatra e chefe da Coordenação de Saúde Mental de Goiânia, Sérgio Spindola Mariano Nunes, também participou do seminário. Segundo ele, os CAPS são fundamentais na inserção do paciente a vida em sociedade. “Essas unidades evitam as tradicionais e longas internações, que devem ser feitas apenas quando a risco para a vida do paciente e da sua família”.

Heloísa Massanaro informou ao público presente, que no período da tarde, será realizada uma oficina com vistas à capacitação dos trabalhadores na saúde mental para trabalhar no Centro de Atendimento Psíquico-social (CAPS 3), que será inaugurado nos próximos dias, no setor Novo Mundo. A unidade é a primeira que funciona 24 horas, com hospitalidade noturna, em Goiânia.

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