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Marina Sant'Anna diz que, apesar da violência, mulher não pode perder sensibilidade

18 de Março de 2013 às 15:01

A deputada federal Marina Sant'Anna (PT-GO) iniciou há pouco a palestra "A influência das decisões do Parlamento" durante a quinta edição do Fórum da Mulher Parlamentar do Estado de Goiás. A petista abriu sua palestra com informações históricas sobre data que ilustra o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

"As mulheres sofrem violência no país. Até 43% das mulheres afirmam que já sofreram algum tipo de violência. É pouco provável que alguma dessas mulheres tenha dito que se sente diminuída ao ser zombada quando manifestam vontade de ingressar na carreira política. A Lei Maria da Penha também aborda a violência simbólica e psíquica", afirmou Marina Sant'Anna.

A deputada federal afirmou que apesar da violência, a mulher não pode perder a sensibilidade. De acordo com ela, cuidar é entendido por alguns autores como inerente ao universo feminino. Marina Sant'Anna afirmou ainda esperar que a ocupação de cargos públicos por mulheres aumentem no futuro próximo.

"Nós, mulheres da política, não podemos nos afastar. Há mulheres brancas, negras, índias e de todos os jeitos que sofrem de violência. Quero sugerir que não percamos a noção do cuidar. Há autores que dizem que cuidar é ato feminino, que a mulher é capaz de cuidar da aldeia e do planeta, ou seja, da casa e do mundo em que vive. Às vezes, não refletimos e perdemos a sensibilidade. Nós, mulheres, temos direito a falar que nos educamos para observar detalhes e o universo. É uma pena que nossa história ainda não é aproveitada pela sociedade", afirmou a petista.

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