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Fórum da Mulher Parlamentar

18 de Março de 2013 às 15:22
Assembleia Legislativa realiza o V Fórum da Mulher Parlamentar. O presidente, Helder Valin, participou da abertura nesta tarde.

Está acontecendo na tarde desta segunda-feira, 18, no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, o V Fórum da Mulher Parlamentar, evento que reúne mulheres que atuam no setor público nos mais diversos municípios goianos.

Ao abrir o evento, a diretora de Recursos Humanos da Assembleia, Jacqueline Nasiazene, afirmou que a iniciativa tem por objetivo o aperfeiçoamento e integração das mulheres que atuam na vida pública. De acordo com ela, parte dos municípios goianos não estão plenamente integrados e que é difícil promover eventos que permitam a divulgação de conhecimentos.

"Tiro o chapéu às mulheres que enfrentam uma campanha eleitoral. Somos discriminadas em alguns casos. Algumas enfrentam a vida política com coragem e saem vencedoras", afirmou a presidente.

A deputada Sônia Chaves (PSDB), também falou durante a solenidade de abertura do quinto Fórum da Mulher Parlamentar, afirmando que reconhece a dificuldade para que as mulheres tenham acesso igualitário ao universo político. De acordo com ela, preconceito torna a trajetória feminina mais árdua na seara política.

"Não é fácil ser mulher dentro de uma estrutura patriarcal. Há preconceito contra o ingresso das mulheres aos cargos eletivos. Notamos que há uma melhora no acesso, mas ainda não atende à realidade demográfica do país", afirmou Sônia Chaves.

Em seguida discursou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB). Ele destacou que apesar de serem maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres ocupam poucos cargos eletivos. De acordo com ele, há necessidade de romper com a "estrutura machista" que dificulta o acesso feminino às funções públicas. O presidente participou, da abertura do V Fórum da Mulher Parlamentar que acontece na Assembleia Legislativa.

"O Brasil, ao longo dos anos, tem quebrado paradigmas. Talvez o último  a ser quebrado seja o aumento percentual de mulheres na vida política. É a área onde há menor participação feminina. As mulheres representam 52% do eleitorado do país. Temos que romper com a estrutura machista que dificulta o acesso das mulheres aos cargos públicos. Para nós, este fórum representa  a abertura desta Casa às mulheres parlamentares de todos os municípios de Goiás", afirmou o tucano.

A deputada federal Marina Sant'Anna (PT-GO) iniciou há pouco a palestra "A influência das decisões do Parlamento" durante a quinta edição do Fórum da Mulher Parlamentar do Estado de Goiás. A petista abriu sua palestra com informações históricas sobre data que ilustra o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

"As mulheres sofrem violência no país. Até 43% das mulheres afirmam que já sofreram algum tipo de violência. É pouco provável que alguma dessas mulheres tenha dito que se sente diminuída ao ser zombada quando manifestam vontade de ingressar na carreira política. A Lei Maria da Penha também aborda a violência simbólica e psíquica", afirmou Marina Sant'Anna.

A deputada federal afirmou que apesar da violência, a mulher não pode perder a sensibilidade. De acordo com ela, cuidar é entendido por alguns autores como inerente ao universo feminino. Marina Sant'Anna afirmou ainda esperar que a ocupação de cargos públicos por mulheres aumentem no futuro próximo.

"Nós, mulheres da política, não podemos nos afastar. Há mulheres brancas, negras, índias e de todos os jeitos que sofrem de violência. Quero sugerir que não percamos a noção do cuidar. Há autores que dizem que cuidar é ato feminino, que a mulher é capaz de cuidar da aldeia e do planeta, ou seja, da casa e do mundo em que vive. Às vezes, não refletimos e perdemos a sensibilidade. Nós, mulheres, temos direito a falar que nos educamos para observar detalhes e o universo. É uma pena que nossa história ainda não é aproveitada pela sociedade", afirmou a petista.

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