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Deputados promovem audiência sobre fim da violência contra a juventude

25 de Março de 2013 às 10:12

Por iniciativa dos deputados Isaura Lemos (PCdoB), Karlos Cabral (PT) e Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa promove nesta terça-feira, 26, audiência pública sobre o fim da violência contra a juventude. O evento acontece das 18 às 23 horas, no Auditório Solon Amaral.

A mobilização integra um movimento em todo o País conhecido como “Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira”, quando a voz dos jovens convoca diferentes frentes de atuação em um calendário marcado pela diversidade das pautas unificadas em diversos Estados brasileiros.

Em Goiás, durante a audiência, estarão presentes representantes da Pastoral da Juventude, Via Campesina, União Estadual dos Estudantes (UEE-GO) e o Movimento Diversidade. A programação da Jornada no Estado inclui, ainda, uma passeata nesta quarta-feira, 27, saindo da Assembleia Legislativa em direção à Praça Universitária.

Jornada

A Jornada Nacional de Lutas, organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) ocorre anualmente no mês de março, em homenagem ao estudante secundarista Edson Luis. Paraense radicado no Rio de Janeiro, Edson foi morto pela ditadura militar com um tiro no peito dia 28 de março de 1968 quando protestava no restaurante universitário Calabouço contra o aumento no preço da refeição.

Todos os anos os estudantes promovem uma série de intervenções em diversas regiões do país para apresentar suas reivindicações e, assim, dialogar com os setores da sociedade.

Dentre as reivindicações está a necessidade de investimento na área da educação. Os grupos e entidades participantes exigem que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seja investido em educação, e que 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal sejam aplicados no setor educacional.

A mobilização lembra também a importância do combate à violência e ao extermínio da população jovem e negra no Brasil, principalmente nas periferias das grandes cidades. Dados recentes do Conselho Nacional de Juventude mostram que, do total de homicídios no país, 70,6% das vítimas são negras e 53,5% são jovens com idades entre 15 e 19 anos.

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