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UEG em discussão

26 de Março de 2013 às 13:15
Por iniciativa do deputado Francisco Gedda, Assembleia realizou audiência pública, nessa 3ª-feira, para debater questões da UEG.

Proposta pelo deputado Francisco Gedda (PTN), que preside a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, a Assembleia Legislativa realizou na manhã dessa terça-feira, 26, audiência pública para debater, entre outros assuntos, o Plano de Cargos e Salários da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a construção do restaurante para o corpo estudantil e propostas de alteração do Regimento Interno da Instituição.

O encontro, que reuniu os deputados Karlos Cabral (PT), Ney Nogueira (PP) e Francisco Gedda, aconteceu no Auditório Costa Lima e teve ainda a participação do reitor da UEG, Haroldo Reimer; a presidente do Central dos Trabalhadores do Brasil, Ilma Maria de Oliveira; o presidente do Diretório Central dos Estudantes da UEG, Jefferson Acevedo; o representante dos diretores da UEG, professor Cristiano Silva; o professor da UEG de Anápolis Marcos Augusto Ataídes; e o secretário regional do Sintego, Reginaldo Guimarães.

O objetivo foi de discutir diversas questões pertinentes à UEG. Ao iniciar a audiência, Gedda informou que a audiência fora idealizada devido à demanda oriunda dos professores e estudantes em busca de melhorias para a instituição em diversas áreas, dentre elas: plano de carreira dos professores, infraestrutura e restaurantes universitários nas unidades.

“A UEG é uma universidade de reconhecida importância para o Estado e tem diversas unidades no território goiano. É preciso levantar quais são as necessidades de cada local para que possamos buscar avanços e melhorar, assim, a estrutura das instituições”, disse Francisco Gedda.

Com 91,4% dos votos válidos, foi eleito há cerca de seis meses, para comandar a administração da UEG, o reitor Haroldo Reimer. Respondendo reivindicações das faixas seguradas por manifestantes durante a audiência, o reitor fez algumas considerações.

Com relação ao restaurante universitário, ele disse que a reivindicação é justa, reconheceu que houve demora no processo de instalação devido o fato do imóvel ser alugado, mas destacou que o restaurante terá capacidade para oferecer 1.200 refeições por dia.

“Faz parte da minha postura de trabalho não me esquivar de nenhuma discussão de interesse da UEG”, disse Reimer. Ele informou que será realizado concurso para professores ainda este ano e espera que as vagas para doutores sejam preenchidas.

Sobre política estudantil, segundo Haroldo Reimer, foi discutido e aprovado em fevereiro, no Conselho Universitário, o aumento de bolsas para estudantes. “Saltamos de 190 para quase 700 bolsas em nove modalidades. Serão votadas no Conselho, nos próximos dias, as regras para as bolsas. Entendemos isso como um passo que está avançando em 2013.”

Presidente do Diretório Central dos Estudantes da UEG, Jefferson Acevedo defendeu que precisam ser realizadas melhorias, por considerar a instituição de extrema importância para a formação de profissionais em Goiás. “A nossa busca não é pelo fechamento das unidades que vêm sendo passando por problemas, e sim pela implementação de benfeitorias, pois muitas pessoas que moram no interior tiveram acesso ao ensino superior apenas com a construção da UEG.”

Para o professor da UEG de Anápolis Marcos Augusto Ataídes é preciso que as autoridades políticas conheçam o funcionamento das unidades para definir as prioridades de cada uma delas.

O professor da unidade de Jataí Cristiano Silva acredita que quando a instituição adquirir sua autonomia, a administração vai fluir melhor. “Esperamos uma atenção maior voltada para a Universidade, no que tange a autonomia.”

Egresso da UEG, o secretário regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintego), Reginaldo Guimarães, levantou reivindicações relativas a concurso público para preencher vagas de docentes, e também a construção do restaurante universitário, e cobrou estrutura física de algumas unidades da UEG, entre outros. Para ele, deve haver maior participação do Governo no que se refere à Educação.

A presidente do Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTTB), Ilma Maria de Oliveira, afirmou que é preciso que haja atenção devida à Educação, e um projeto que valorize a classe dos professores. “O Brasil caminha a passos largos para se tornar a quinta economia mundial, mas precisa voltar seus olhos para que os trabalhadores tenham condições adequadas de trabalho.”

Para o deputado Ney Nogueira, todas as questões levantadas durante a audiência se referem à busca de autonomia administrativa, independência financeira e promoção de concurso público para professores com plano de cargos e salários.

“Quem sabe o problema da unidade seja o reitor. Quando se tem autonomia o problema chega ao reitor, que logo o resolve, evitando a  burocracia que  o atrasa. Quando falamos em independência financeira, pensamos nos míseros 2% que o Estado deve passar para a UEG e que não chegam”, salientou Ney.

Para o parlamentar, o ponto principal da gestão é defender a autonomia financeira e administrativa da UEG, para que a instituição volte a ter um nome forte e reconhecido como universidade.

O deputado sugeriu ainda aos estudantes, professores e demais manifestantes, que usem e abusem das redes sociais como ferramenta de divulgação dos manifestos.

Karlos Cabral também comentou sobre o repasse dos  2% da arrecadação total de Goiás para o bom funcionamento da instituição. Cabral também afirmou que a união dos movimentos estudantis é fundamental para que os avanços pleiteados pelos acadêmicos sejam atendidos.

Após explanações foi aberto espaço para questionamentos, reivindicações e sugestões dos demais participantes da audiência que, em seguida, foi encerrada pelo presidente Francisco Gedda. 

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