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Vice-presidente da Anigo relembra embates durante o Regime Militar

01 de Abril de 2013 às 21:31

Da tribuna, o vice-presidente da Associação dos Anistiados Políticos do Estado de Goiás (Anigo), Marcantonio Dela Corte, falou em nome dos homenageados da sessão solene desta noite, que promove a devolução simbólica dos mandatos de deputados cassados em Goiás durante a Ditadura Militar (1964-1985).

Ele iniciou seu discurso, lembrando de manifestações estudantis ocorridas em 1966, em Goiânia. "Naquele embate, eu, militante do PCdoB, tive uma participação um tanto quanto explosiva enquanto jovem e, por isso, tive de me ausentar da Capital", iniciou.

"Aqui estamos, porém, 49 anos depois do golpe, tentando reparar injustiças praticadas por aqueles que não aceitaram o contraditório", completou Marcantonio, afirmando que todas as ditaduras também deixam um legado destrutivo às gerações posteriores.

"Estamos não somente homenageando goianos injustiçados pelo regime militar mas, acima de tudo, refletindo sobre nós mesmos, para que respeitemos os princípios democráticos. Este é um dia que nos traz tristes e lamentáveis recordações: dor, sofrimento, sequestros e exílios. Enfim, o 1º de abril é a data mais lamentável da história deste País", disse, emocionado.

O representante da Anigo pediu maior agilidade na apuração de casos de desaparecimentos ocorridos durante o período, que ainda aguardam uma solução, e mencionou, dentre outros, o nome do deputado José Porfírio. "Onde estão os seus restos mortais?, questionou.

Ele encerrou seu discurso, acenando com a mensagem otimista de que acredita na evolução do pensamento humano em direção à abertura de espaço ao entendimento e ao diálogo democrático. "Que prevaleça sempre a democracia, a liberdade, a justiça, a solidariedade e a igualdade", encerrou.


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