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Programa Opinião que debate os impostos no Brasil vai ao ar nesta quarta-feira, 3

03 de Abril de 2013 às 17:53
Crédito: Y. Maeda
Programa Opinião que debate os impostos no Brasil vai ao ar nesta quarta-feira, 3
Economista Paulo Borges e deputado Ney Nogueira

IPTU, INSS, IPVA, IOF e IPI são alguns dos 74 impostos que o cidadão brasileiro precisa pagar ao Governo. Para discutir sobre o assunto, a TV Assembleia exibe nesta quarta-feira, 3, às 19 horas mais uma edição do programa Opinião, com as participações do vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, deputado Ney Nogueira (PP), e o economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Paulo Borges Campos.

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro precisou trabalhar 150 dias para pagar impostos em 2012. Ainda segundo o levantamento, esse período cresce ao longo dos anos. Em 1986, eram 82 dias de sacrifício. Em 2000, superou a marca de quatro meses (120 dias). Em 2008, o brasileiro trabalhou 148 dias; em 2009, 147 dias; em 2010, foram 148 dias; e em 2011, 149 dias.

“Lamentavelmente, os contribuintes não sabem o que estão pagando, apesar de dedicarem 1/3 da sua vida produtiva a pagar tributos. Mas o pior é que o retorno em forma de serviços, como Saúde, Educação, rodovias e transporte, é de péssima qualidade”, destacou Paulo Borges.

Para Ney Nogueira, o Parlamento deve fiscalizar de forma mais efetiva as cargas tributárias. “É necessário fazer um acompanhamento dos valores arrecadados e investidos. Além disso, temos que conscientizar a população sobre a necessidade de equacionar os gastos, observar e cobrar mais do Governo”, lembrou o parlamentar.

Durante a gravação do programa, foi exibida uma matéria sobre os impostos cobrados sobre a cesta básica, com a presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Estado de Goiás, Nilza Bonfim.

Segundo Paulo Borges, a carga tributária brasileira é regressiva, o que, consequentemente, compromete o melhor processo de distribuição de renda. “Isso significa que quanto menor a renda, mais imposto o brasileiro paga, o que prejudica as classes menos favorecidas, pois a maior parte de sua renda vai para alimentação. Sobre a carne bovina, o consumidor paga 18% de imposto; sobre o feijão, são 15%; sobre o leite, são mais de 12%; e sobre o arroz, mais de 15%”, informou.

O economista completa que, se no preço dos produtos houvesse destacados os valores de cada imposto incidido, a população seria mais consciente. “O que os olhos não veem, o bolso não sente”, brincou. Diante disso, Ney Nogueira se propôs a apresentar um projeto de lei que informe ao consumidor os valores de impostos incidentes sobre cada mercadoria.

Nas suas considerações finais, Paulo Borges orientou os telespectadores a acessarem o site www.quantocustaobrasil.com.br, onde há a relação completa dos tributos que pagamos sobre tudo que compramos.

Em seguida, o economista sugeriu que todas as famílias construam um orçamento familiar. “Procure pagar à vista, não pagar juros e fugir do cheque especial”, finalizou.

O Programa Opinião está na programação da TV Assembleia no canal 8 da Net ou pelo site da Casa.

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