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Sintego realizou reunião na Assembleia para debater salário dos professores

09 de Abril de 2013 às 16:57

Professores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) participaram da Assembleia Geral Extraordinária dos Trabalhadores da Educação da Rede Estadual de Ensino de Goiás na tarde desta terça-feira, 9.

A reunião teve lugar no Auditório Costa Lima, e contou com a presença dos deputados petistas Mauro Rubem, Luis Cesar Bueno e Karlos Cabral. A deputada Isaura Lemos (PCdoB) e o líder do PTN, Francisco Gedda, também levaram seu apoio à causa dos professores.

A presidente do Sintego, Iêda Leal, e a tesoureira daquela instituição, Bia de Lima, coordenaram os debates, presidindo a mesa diretiva ali formada. Segundo Iêda, desde o início deste ano, o sindicato busca encaminhar a reivindicação de alterações dos salários dos professores, através da alteração do artigo 3º do projeto nº 1.174/13, que adequa ao piso nacional os vencimentos dos docentes que trabalham na rede pública estadual.

O texto do projeto explica que a alteração dos vencimentos reflete a variação ocorrida no valor mínimo nacional por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2013, em relação ao ano passado. Assim, de acordo com a justificativa do projeto de lei, o vencimento mínimo do professor de nível médio e carga de 40 horas semanais passa para R$ 1.567,40.

Também fez parte da pauta da reunião a repercussão do projeto de lei complementar nº 1.007/13, de autoria do Governo do Estado, que altera o regime previdenciário dos servidores públicos estaduais, modificando as Leis Complementares nº 66/2009, e instituindo, assim, a autarquia Goiás Previdência (Goiasprev).

Titularidade

Ao fazer uso da palavra, Iêda Leal esclareceu que a reivindicação do reconhecimento integral da titularidade dos professores dentro do plano de cargos e salários da categoria já se encontra na Justiça.

Ela encerrou seu pronunciamento, lembrando que mais de 1400 progressões de carreira aguardam sanção do Governo Estadual.

A tesoureira Bia de Lima, por sua vez, lembrou que o Sintego pretende realizar cobranças das prefeituras goianas que não cumpriram devidamente o pagamento do piso. Ela disse que os professores não podem ser apaziguados "por meio do recebimento de bônus ao final do mês".

“Precisamos é de aumentos salariais, de reajustes. Vamos mostrar ao governo que não vamos aceitar esta situação. Piso é lei, e a lei deve ser cumprida”, destacou, lembrando aos presentes que os valores dos reajustes devidos aos docentes deverão ser pagos retroativamente, cobrindo o ano de 2013 a partir de janeiro. Segundo o sindicato, a Secretaria de Estado da Educação pretenderia cobrir o reajuste a partir dos meses de abril, ignorando, assim, a legislação em vigor.

Deputados

Fazendo uso da palavra, o deputado Karlos Cabral (PT) afirmou que prepara emenda ao projeto de reajuste do vencimento dos professores, e que vai apresentá-la no momento certo. “Vamos demonstrar à base do Governo que trata-se de uma adequação a uma Lei Federal.”, afirmou. “Devemos ficar muito atentos. O enxugamento da máquina está recaindo sobre nós, servidores públicos. Essa atitude com relação a Goiás é política, e não administrativa. Temos de dar uma resposta política, à altura, ao Governo do Estado” , completou.

O também petista deputado Mauro Rubem reforçou seu apoio aos docentes, dizendo que sempre fará a defesa intransigente daquela classe.

Em seguida, os professores dirigiram-se às galerias do Plenário da Casa, solicitando o apoio de parlamentares às suas reivindicações.

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