Mestre em economia profere palestra sobre dívida do Estado de Goiás
O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Rezende, partifica neste momento, do 3º Fórum Desenvolvimento, Federalismo e Dívida dos Estados, onde realiza palestra sobre “Federalismo e a Dívida do Estado de Goiás”. O evento acontece no Plenário Getulino Artiaga da Assembleia Legislativa de Goiás.
A partir do tema “Federalismo em seu labirinto: onde está a saída?”, Fernando falou sobre o que aconteceu com a Federação e o que precisa se feito. Segundo ele houve uma enorme disparidade nas capacidades de atendimento das demandas de suas populações e perda de influência dos entes federados na política nacional.
“A fragilização da federação é preocupante. Ela perdeu sua autonomia”, ressalta.
O professor da FGV explicou que a autonomia foi sufocada por uma crescente centralização, as agendas federativas e social entraram em conflito e apresentou as algumas ações para recuperar o equilíbrio e fortalecer a federação.
O mestre em economia revela que o primeiro passo para reverter o quadro é o Estado abandonar o individualismo e improviso, além de, consolidar um diagnóstico abrangente dos problemas à interrupção do processo.
“É preciso recuperar a noção de um sistema tributário nacional e reconstruir um sistema de transferências”, disse.
A iniciativa de trazer o debate promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) para Goiás é do deputado Daniel Messac (PSDB). O Fórum debate a dívida dos Estados e municípios e o Pacto Federativo e, também, as consequências do endividamento dos Estados no desenvolvimento.
O professor da FGV é mestre em Economia pela Vanderbilt University, pós- graduado em Análise Econômica pelo Conselho Nacional de Economia, graduado em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). O palestrante tem experiência como professor da EBAPE; assessor-especial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e presidente do IPEA.
Fernando Rezende também foi diretor da Rezende&Accorsi Consultoria e Planejamento, até 1995; consultor de Organizações Internacionais (BID, Banco Mundial e ONU), em vários períodos; além de, executar atividades de consultoria Pública e Privada no Brasil, foi também professor-adjunto, na UERJ e PUC nos anos setenta.