Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski ressalta caos por que passam os municípios
“Os Tributos Arrecadados e Partilhados pela União” é o título da palestra ministrada pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Ele enfatizou, com números, que os municípios gastam mais que o dobro, em muitos casos, do que recebe da União e dos Estados, para gerir questões nas áreas de saúde, educação, segurança pública e transporte, entre outras.
Ziulkoski, que é advogado e foi prefeito de Mariana Pimentel (RS), ressaltou que a Constituição de 1988 estabeleceu novas regras para a repartição de tributos. “Os municípios brasileiros estão em caos. O peso das contribuições na receita total da União saltou de 18,2 em 1988 para 56,4 em 2002”, colocou. Segundo ele, os municípios viraram "saco de pancadaria", mas manifestou a sua convicção de que isso vai mudar.
Nesse sentido, ele sugere que para mudar essa situação somente uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para discutir a questão federativa. Lembrou que a CNM promove marchas desde 1998 pela busca de melhorias para os municípios. Adiantou que nesta quarta-feira, 17, a CNM promove reunião em Gramado (RS) com os presidentes de Associações de Municípios de todo o Brasil para debater soluções para o pacto federativo.
Deixou claro que os prefeitos vão estar unidos para apoiar um candidato a presidente da República que se comprometa realmente a mudar o pacto federativo.
Paulo Ziulkoski iniciou a vida pública presidindo o setor jovem estadual gaúcho do antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ainda nos tempos do regime militar. Não levou mais que alguns meses para assumir a presidência nacional do setor jovem, na qual desenvolveu desde cedo uma liderança política voltada para o movimento municipalista.
Sua vida política estende-se também em níveis de atuação regional como dirigente e membro de várias entidades no Brasil e de representativdade internacional.
À frente da CNM, Ziulkoski se destaca pela busca incessante de melhorias para os municípios e para os cidadãos brasileiros, defendendo-os junto ao Congresso Nacional e demais instâncias de governos.