Líderes de movimentos camponeses reivindicam direitos previdenciários
A coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Rosane Fernandes, enfatizou a necessidade dos trabalhadores do campo em alcançarem seus direitos previdenciários. “O acesso aos nossos direitos tem que ser uma luta constante, a exemplo da aposentadoria, das condições das mulheres no campo e da licença maternidade. Queremos sair daqui com alguns encaminhamentos práticos.”
Rosane participa na manhã desta quinta-feira, 18, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, do seminário “O Campesinato e o Direito à Previdência Social”.
A coordenadora do Movimento Camponês Popular (MCP), Sandra Alves, lembrou que o seminário é resultado de uma jornada de luta. “Sabemos que para resolver os nossos problemas temos que apresentá-los e debatê-los, por isso a realização desse seminário.”
Em seguida, os componentes da mesa se apresentaram e se colocaram à disposição de todos os presentes. Logo, a coordenadora do MCP apresentou a pauta de reivindicações. “É direito de todo trabalhador rural a aposentadoria por idade, bem como a aposentadoria por invalidez e o auxílio-doença. Temos direito também à documentação pessoal e profissional. As agências do INSS muitas vezes dificultam a aposentadoria, muitos relatam serem vítimas de uma máfia nas filas do INSS”, reclamou Sandra.
Segundo ela, é pauta prioritária, ainda, chegar a todas as comunidades rurais os direitos previdenciários. “A licença-maternidade deve ser aumentada para seis meses”, reivindica.