Projeto do VLT provoca debates durante sessão
A votação do processo nº 1176/13, que destina R$ 108 milhões para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Capital, provocou polêmica durante a sessão desta quinta-feira, 18. Debateram o processo os deputados Bruno Peixoto (PMDB), Isaura Lemos (PC do B), Túlio Isac (PSDB), Mauro Rubem (PT) e Francisco Júnior (PSD).
O deputado Mauro Rubem (PT) criticou a implantação do VLT na Avenida Anhanguera, na capital. O petista argumentou que se trata de um projeto socialmente excludente, caro e de baixa eficiência. O parlamentar questionou a falta de estudos e análises mais detalhadas sobre a implantação do sistema de transporte.
"A Instalação do VLT não deveria ser implantado na Avenida Anhanguera. Não sou contrário ao modelo, mas a maneira com que está sendo discutido. Também aproveito a oportunidade para relatar as atividades da Casa da Juventude, que vai auxiliar moradores de rua em parceria com a prefeitura de Goiânia', afirmou o petista.
O deputado Francisco Júnior analisou prós e contras da implantação do VLT na Avenida Anhanguera. De acordo com ele, o VLT é um investimento necessário para devolver valor para a cidade, com possibilidade de melhoria da avaliaçao imobiliária da região atendida.
"Vivemos em uma época focada em questões ambientais. O VLT ganha de lavada em relação aos outros meios de transporte, por ser elétrico. Em impacto ambiental, também há vantagens para o modelo sobre trilhos. A capacidade de passageiros é equivalente a de ônibus, desde que estes estejam disponíveis com frequência. Acho ainda que pode trazer melhor imagem e qualidade para a cidade", afirmou Francisco Júnior.