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Mauro Rubem destaca papel da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia

23 de Abril de 2013 às 09:05

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado Mauro Rubem (PT) participou na sexta-feira, 19, de debate sobre “Violência de Estado: na ditadura militar e na atualidade”, durante a calourada da UFG em Jataí. O objetivo foi discutir as ações de violência praticadas pelo Estado e apresentar os trabalhos desenvolvidos pela Comissão de DH.

O deputado lembrou que nos últimos 13 anos, 40 pessoas desapareceram após uma simples abordagem policial – esse índice é maior do que os que ocorreram em 21 anos de ditadura militar no Estado, quando apenas 15 pessoas desapareceram. “É preciso que os segmentos e entidades se organizem na construção de estratégias que visem o enfrentamento assíduo dessa situação no Estado e busque minimizar os altos índices de violência em Goiás.”

Segundo o parlamentar, a Comissão de DH vem atuando em diversas frentes na busca pela garantia de direitos humanos, como saúde, educação, bem-estar e na democratização dos meios de comunicação.

Além da criação do Comitê Goiano pelo Fim da Violência Policial, catalogando vários tipos da violência, o parlamentar trava uma luta ideológica permanente para legitimar soluções de violência contra a pessoa humana. "Quanto mais evoluído é um país, mais direito é garantido para o cidadão. Por isso lutamos diariamente por uma sociedade justa, igualitária e com respeito aos direitos humanos,” assegurou Mauro Rubem.

De acordo com o petista, não existe nenhuma intenção de desconfigurar a Secretaria de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás. “Queremos apenas soluções para os casos de desaparecimentos e homicídios das pessoas em situação de ruas, índice que chega a 30 mortes, além da garantia que a pessoa julgada e culpada cumpra sua pena com dignidade, pague pelos seus crimes, mas sem ser torturada. Se esse cidadão for tratado mal, ele pode voltar para a sociedade pior, sendo assim não valeu a punição.”

Participaram também do debate o jornalista Pinheiro Salles, que durante a ditadura militar foi preso e torturado e, como mediadora, a professora do curso de Direito da UFG de Jataí, Helga Martins de Paula.

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