Agricultura familiar
Por iniciativa do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa promoveu na manhã desta quinta-feira, 9, reunião com gestores municipais de agricultura familiar do Estado. O evento aconteceu no Auditório Solon Amaral da Casa.
Compuseram a mesa da reunião, além do deputado: o delegado federal do Ministério de Desenvolvimento Agrário em Goiás, Otacílio Teixeira, o superintendente do Desenvolvimento Agrário da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro), Antônio Seneca do Nascimento, e o engenheiro agrônomo Luiz Pimenta, representando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Formaram a mesa, ainda: a nutricionista Bruna Bittar, representando a Universidade Federal de Goiás (UFG), e o presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Goiás (Unicafes-GO), Dalmo Modesto da Silva.
Segundo Mauro Rubem, o objetivo da reunião foi discutir junto aos gestores o acesso às principais políticas públicas para agricultura dos familiares de Goiás, como também discutir sobre a estruturação das secretarias municipais de agricultura.
“Convidamos secretários municipais de agricultura e gestores estaduais e federais para discutir sobre a transferência de programas federais para o Estado. Fizemos esse debate de forma profunda e democrática de forma a contribuir nessas articulações de políticas públicas e a concretização desse Fórum foi um grande avanço.”
O deputado se refere ao fórum estadual de secretários e gestores da agricultura, criado durante a reunião, após a apresentação da realidade de cada município representado por seus gestores, os questionamentos e as discussões sobre a agricultura familiar. O Fórum será formado pelos representantes de Goiânia, Pontalina, Caiapônia, Barro Alto, Cavalcante e Trombas.
O delegado federal do Ministério de Desenvolvimento Agrário em Goiás ressaltou a importância da agricultura familiar, que pode capitalizar e fortalecer as economias locais. Otacílio lembrou que o Governo Federal tem programas de políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
“Nós avançamos do ano de 2000 para cá. Mas temos um potencial para aplicar mais, como R$ 5 milhões por safra. O que precisamos é de mais apoio do Estado”, destacou o delegado.
O superintendente do Desenvolvimento Agrário da Seagro caracterizou o meio rural como desorganizado, o que dificulta a aplicação de políticas públicas, aliado à falta de assistência técnica do Estado. Antônio Seneca apontou que uma das maiores preocupações da secretaria hoje se refere à atuação das secretarias municipais de agricultura.
“No ano passado, realizamos 12 seminários regionais para ouvir esses secretários municipais. Constatei que aproximadamente 90% deles não conhecem as políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Os pedidos que recebemos é praticamente para a realização de shows nos municípios”, contou o superintendente.
Para Luiz Pimenta, o que falta hoje na agricultura é uma visão sistêmica de integração. “Precisamos criar arranjos que integrem essas políticas, assim como a Saúde e a Educação fazem”, disse o engenheiro agrônomo.