Deputados divergem sobre criação da CPI da Violência
O deputado Major Araújo (PRB) protocolou na tarde de quarta-feira, 15, o novo pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a questão do aumento da violência e os problemas relacionados à pasta da Segurança Pública Estadual. Segundo o parlamentar, foram coletadas 16 assinaturas, todas de deputados da oposição ao Governo para a criação dessa CPI.
Major Araújo reforça que o Estado tem diversas áreas carentes e defeituosas, mas que a questão da violência é um dos problemas mais alarmantes para a população.
“Nós vamos investigar os motivos para esse elevado índice de violência no Estado de Goiás. Além disso, queremos averiguar os desvios de recursos na Secretaria de Segurança Pública e os contratos de licitação da pasta, que envolvem até hoje empresas do contraventor Carlos Cachoeira”, enfatizou.
Major ainda reforçou que não acredita em retirada de assinaturas dessa vez, já que não houve pressão nem reunião com os partidos de oposição para assinarem o requerimento. Segundo ele, a vontade de assinar partiu de cada colega parlamentar. “Vamos focar em fazer uma CPI técnica, voltada para os interesses da população, examinando sobretudo as interferências políticas na pasta.”
Já o vice-presidente da Casa, deputado Hélio de Sousa (DEM), disse que infelizmente na Assembleia as CPIs atingiram níveis de ações inexplicáveis. “É uma pena ver que alguns membros de partidos se reúnem e na semana seguinte apresentam cinco ou mais pedidos de criação de CPI. É visível que as motivações são políticas numa tentativa de chumbo trocado. As CPIs, dessa forma, perdem a força pela falta de finalidade e de critério na sua apresentação.”
Por fim, o deputado Daniel Vilela (PMDB) disse que não houve uma conversa formal entre os deputados do partido, mas que possivelmente uma das vagas do PMDB na composição da Comissão será cedida ao deputado Major Araújo, que, segundo ele, é a pessoa mais qualificada da oposição para debater os assuntos da Segurança Pública.