Saúde em debate na TV
O programa Opinião, da TV Assembleia, reuniu autoridades para debater os problemas e as medidas que podem melhorar o atendimento à saúde da população goiana.
O secretário de Estado da Saúde, Antônio Faleiros; o deputado democrata Helio de Sousa; e o presidende do Conselho Regional de Medicina (GO), Salomão Rodrigues, participaram do programa, que foi exibido na noite dessa terça-feira, 21, às 19 horas, na TV Assembleia e no site da Casa.
Pesquisa realizada no Estado de Goiás revelou que a área que representa a maior preocupação da população é da Saúde, para 74% dos entrevistados.
Os três debatedores têm consenso sobre o maior problema, atualmente, que é a contrapartida do Governo Federal no financiamento da saúde pública não tem sido satisfatória, já que o Estado, constitucionalmente, é obrigado a investir 12% da arrecadação na Pasta, e os municípios, 15%. Contudo, a União não precisa cumprir uma fatia mínima.
A expectativa deles é de que o Congresso Nacional aprove um projeto de lei de iniciativa popular, chamado “Saúde + Dez”, que tem por objetivo assegurar o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Segundo Salomão Rodrigues, o Movimento Nacional e Defesa da Saúde Pública está colhendo assinaturas da população para que o projeto de lei possa tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado.
Para o secretário Antônio Faleiros, o serviço padrão prestado por unidades como o HGG, o Crer, o Hugo e o HDT tem superado o dos hospitais particulares, graças aos investimentos do Governo do Estado. Mas ele entende que para que o atendimento à saúde da população goiana seja otimizado de forma geral é preciso que haja descentralização.
Ele sugere consórcios intermunicipais para que um município apenas não seja sobrecarregado com a demanda de sua região. Ele explica que os municípios são responsáveis pela gestão de suas unidades de saúde e que o papel do Estado é de gerenciamento.
O deputado Helio de Sousa, médico e ex-secretário da Saúde, considera que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro é um dos melhores do mundo, mas que as responsabilidades entre a União, o Estados e os Municípios precisam ser redistribuídas para que o atendimento médico seja de excelência.
Ele ainda observa que as unidades de saúde do Estado estão sobrecarregadas. Um motivo citado por ele é a ineficiência dos Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais), que tem sido repercutida recentemente pela imprensa goiana. Para ele, uma das medidas a serem tomadas é a contratação de mais profissionais de saúde capacitados para essas unidades da Capital.
Já o presidente do CRM-GO, Salomão Rodrigues, informou que o Brasil tem cerca de 400 mil médicos, número suficiente para atender a população do país, mas que os mesmos se concentram nos grandes centros urbanos. A solução apontada por ele é que o Poder Público motive esses profissionais a migrarem para as pequenas cidades, através da oferta de melhor remuneração e condições de trabalho.