Karlos Cabral propõe criação de frente parlamentar de apoio a Santas Casas
Líder do PT na Casa, o deputado Karlos Cabral apresentou, durante a sessão plenária de terça-feira da semana passada, requerimento para a instalação de frente parlamentar de apoio a Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado. O documento tem a assinatura de mais de 20 parlamentares, mas, segundo ele, a proposta conta com a adesão de 90% dos membros da casa.
O requerimento estipula que a frente parlamentar terá 120 dias para apresentar um diagnóstico sobre a situação das Santas Casas, hospitais e entidades filantrópicas de Goiás, e fazer o encaminhamento da defesa dessas instituições.
Segundo ele, as entidades enfrentam muitas dificuldades por causa de dívidas, questões trabalhistas e falta de verbas para manutenção e compra de materiais. “O Estado tem de comprar essas dívidas. Se essas instituições fecharem as portas, será um verdadeiro caos, pois elas atendem mais de 50% dos pacientes que procuram a rede pública de Saúde”, informou o parlamentar.
Cabral lembra que Goiás é o quinto Estado a aderir ao movimento. Mas ele enfatiza que a frente parlamentar goiana tem um diferencial: será formada por dez parlamentares e por dez representantes das entidades filantrópicas.
A frente parlamentar vai atender as Santas Casas, hospitais beneficentes e entidades filantrópicas que atuam na área da Saúde no Estado, incluindo atendimento odontológico, idosos e saúde mental.
Karlos Cabral promoveu, na tarde de segunda-feira, 27 de maio, audiência pública para discutir o tema. O evento aconteceu no Auditório Solon Amaral e contou com a participação dos deputados Ney Nogueira (PP) e Helio de Sousa (DEM), representantes da Secretaria de Estado de Saúde, da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, do Hospital Araújo Jorge, do Hospital Evangélico (Rio Verde), do Hospital Pio X (Ceres), e do Hospital São Camilo (Formosa).
Em todo o país, há cerca de 2.100 Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos, sendo que 56% dessas instituições são os únicos hospitais no município onde se localizam. A rede de hospitais, que atende mais de 3 milhões de pessoas por ano gratuitamente, alega que não recebe dinheiro suficiente do Sistema Único de Saúde (SUS) e que, por isso, corre o risco de fechar.
Em Goiás, a situação não é diferente. Somente em Goiânia, em 2012, a Santa Casa teve déficit de R$ 15 milhões.