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Direitos humanos

29 de Maio de 2013 às 13:00
Evento nesta 4ª-feira, organizado pela Comissão de Direitos Humanos, lançou livro e fez balanço de um ano da Comissão Nacional da Verdade.

A Assembleia Legislativa sediou durante a manhã desta quarta-feira, 29, o evento "Verdade, Memória e Justiça". O encontro contou com o apoio do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT); do Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça; e da Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas de Goiás.

No evento, houve o lançamento do livro "Camponeses Mortos e Desaparecidos: Excluídos da Justiça de Transição", que faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Também foi apresentado o balanço do primeiro ano de trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada em 2012 pelo Governo Federal.

O encontro contou com a presença do consultor da CNV, Wagner Gonçalves, e do representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana. Pela Assembleia Legislativa, participou o deputado Karlos Cabral (PT), representando Mauro Rubem (PT), que justificou a ausência por estar em viagem.

Representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana disse que é importante investigar o destino de pessoas anônimas que desapareceram durante os anos de regime militar no Brasil. Para ele, há muitas ações que devem ser tomadas, especialmente nos comitês regionais.

"Estamos aqui estimulando uma investigação sobre os anônimos. Aqueles que não tivemos capacidade de lembrar. Por isso, lançamos este livro. Apesar de sermos de um governo de esquerda, há muito a ser feito para identificar companheiros que no período desapareceram. Por isso, não há fotos de José Porfírio na capa do livro. Quisemos mostrar as fotos de companheiros que não são conhecidos", afirmou Gilney Viana.

O consultor da Comissão Nacional da Verdade, Wagner Gonçalves, argumentou que a demora na criação de grupos de trabalho torna difícil a mobilização depois de quatro décadas após os eventos políticos ocorridos durante o Regime Militar. De acordo com ele, a iniciativa é positiva porque preserva a memória do que aconteceu no período.

"A comissão, infelizmente, não teve prazo para instalação física. Os membros se reuniram e já passou a contar o prazo. Isso prejudicou o andamento das atividades. Esta comissão refletiu a realidade política do País e foi necessário alinhar o pensamento quanto ao tema. Há um mérito: a disseminação de comissões pelos Estados, mantendo o tema vivo. Mas foi criada após 40 anos depois dos eventos. Isso torna difícil criar uma mobilização após tantos anos", afirmou o consultor.

Reparação

O deputado Karlos Cabral destacou a importância do evento para o resgate da memória do Brasil. “Estamos buscando a reparação dos erros cometidos pela ditadura militar”, ressaltou.

Cabral frisou que o encontro lembraria os 40 anos de desaparecimento do camponês José Porfírio, que foi eleito deputado estadual com voto em todos os municípios goianos. “A gente espera também que esse evento possa cobrar a instalação do Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça, proposto pela deputada Isaura Lemos (PCdoB), mas que ainda não saiu do papel.”

Os músicos Gilson Mundin (flauta) e Itamar Correa (violão) executaram a música “Desaparecido”, de Manu Chao, durante a solenidade na Assembleia Legislativa, que resgata a memória dos desaparecidos na época da ditadura militar. Foi uma homenagem especial ao estudante Marco Antônio Dias Batista, desaparecido aos 15 anos de idade.

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