TV Assembleia debate a questão do Lixo em Goiás no Programa Opinião
A TV Assembleia exibe nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, o programa Opinião, abordando a destinação final dos resíduos sólidos em Goiás. A discussão, intermediada pela jornalista Luciana Martins, recebeu o gerente de resíduos sólidos e drenagem da Secretaria Estadual de Cidades, Paulo Sérgio Resende, e o presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM) e prefeito de Bom Jardim, Cleudes Baré.
O debate sobre o assunto foi proposto pelo deputado Daniel Messac (PSDB), que não pode comparecer à gravação. Inclusive, por iniciativa do parlamentar, a Assembleia Legislativa realizou audiência pública na quinta-feira, 6, no Auditório Solon Amaral, sobre o Programa Goiás Sem Lixão.
Os participantes do programa convidaram os telespectadores a refletirem sobre a quantidade de lixo que cada pessoa produz diariamente e qual o destino final de todo esse lixo. Segundo informou Paulo Sérgio Resende, uma média de sete municípios goianos, de um total de 246, usam aterro sanitário e o restante ainda utiliza o medieval lixão.
Cleudes Baré lembrou que o País inteiro enfrenta o problema referente à falta de aterro sanitário adequado. Segundo ele, a AGM está orientando prefeitos, através de apoio técnico e logístico, para a elaboração de planos municipais de saneamento com base na experiência realizada no Estado do Amazonas.
Ainda, segundo o presidente da AGM, todos os municípios devem apresentar um plano de saneamento até dezembro deste ano. “Porém, a lei não deu condições para que os prefeitos possam concretizá-lo porque não é um plano barato, o que acaba colocando os administradores em uma condição ruim, a de improbidade administrativa”, acrescentou Cleudis Baré.
De acordo com o representante da Secretaria Estadual de Cidades, o problema não pode ser resolvido de forma individual, daí a importância do consórcio público. “O primeiro passo a curto prazo é unir os municípios para fazer a gestão, de forma a criar aterros sanitários regionais que vão atender grupos de cidades”, informou.
Paulo Sérgio Resende lembrou o caso da cidade de Alto Paraíso, que é polo turístico e área de preservação ambiental, mas sofre com o depósito de lixo localizado acima das nascentes. “Ao invés de existirem 246 aterros sanitários, podemos ter apenas uns 40 que atendam a todos. Portanto, a solução para casos como de Alto Paraíso é o município vizinho”, concluiu.