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Mauro Rubem critica condições de trabalho de policiais goianos

06 de Junho de 2013 às 15:21

O deputado Mauro Rubem (PT) afirmou que as condições de trabalho dos policiais militares goianos são desumanas, violadoras de direitos, com quadro de pessoal insuficiente e jornadas excessivas. De acordo com ele, há outros militares que agem contra a lei, que se julgam intocáveis, acima do bem e do mal, agindo contra a sociedade que paga seus salários e neles confia para protegê-la.

"Hoje quatro desses policiais foram indiciados pela polícia civil, após quase um ano de investigações que comprovaram a farsa grotesca montada na execução de Davi Sebba. Outros já foram denunciados pela execução de Valério Luiz, ocorrida horas antes, à luz do dia. Alguns deles, também envolvidos na Chacina do Jardim Olímpico. É um cobertor de impunidade que finalmente começa a ser rompido. Está em curso a investigação de Goianira.  Major Araújo manifestou receios sobre ela nesta tribuna", afirmou o petista.

Mauro Rubem disse que dois policiais não chegaram a ser presos. o parlamentar argumentou que própria PM forneceu os dados de homônimos dos alvos e, ao verificar-se o equívoco, foram liberados. Também informou o petista que a mulher do policial foi presa em flagrante porque tinha pelo menos cinco armas de fogo em seu poder.

"O delegado da polícia de Minas é Alexandre Bruno. É um profissional excepcional, que atuou e atua em vários casos, auxiliando nas investigações. O delegado responsável é outro, Alexandre Pinto Lourenço, o mesmo que antes da Operação Monte Carlo já tinha descoberto a  Organização de Cachoeira, mas foi afastado das investigações. Em Goianira ele está elucidando outra ponta do crime organizado. Espero que desta vez receba da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública as condições para  dar cabo do trabalho", afirmou o deputado.

Mauro Rubem disse ainda que a Polícia Civil também corta na própria carne. De acordo com ele, situação similar ocorreu durante a operação Monte Carlo:  além dos seis delegados denunciados pelo MPF, outros três foram identificados pelos áudios totalizando nove respondendo a processo administrativo, podendo ser demitidos ou perderem a aposentadoria.

"Mas o problema é estrutural. Eu e o deputado Daniel Vilela mostramos isso no nosso voto em separado na CPI do Cachoeira.  Está lá para quem quiser ler. Enquanto o resto do Brasil se  estruturou para combater o crime organizado, Goiás fez o contrário: desestruturou suas polícias, em especial a civil e a técnico-científica. Todas tem falta de pessoal, assim como a PM. O resultado é esta tomada do Estado pelas organizações criminosas que vem sendo feita desde 1999. A maior prova disso é que hoje, com 15 anos de atraso, devemos votar a criação da Delegacia de Combate ao Crime Organizado. Não é preciso dizer mais nada", afirmou Mauro Rubem.

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