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Promotor de Justiça se diz otimista em relação à questão do lixo

06 de Junho de 2013 às 15:45

Promotor de Justiça do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente de Goiás, o promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo afirma que está otimista em relação à questão do lixo por causa de uma nova lei criada na Câmara dos Deputados para regular o assunto. “Sou extramamente esperançoso, pois temos um fato novo, que é a lei 12.305. Essa lei levou 20 anos para ser aprovada no Congresso. Essa demora atrasou a discussão no plano nacional, mas trouxe amadurecimento para quem lida com a questão. Trata-se de um problema complexo que exige soluções complexas, com atuação de várias áreas”, comentou.

Para o promotor, a lei 12.305 rompe uma visão ultrapassada sobre o lixo. “A visão antiga é que o lixo, quanto mais longe melhor. Mas o lixo deixou de ser lixo e passou a ser resíduo. A questão é muito mais econômica que ambiental. Nós estamos vivendo um apagão de recursos naturais. Cada vez mais, neste mundo neoliberal de hoje, em que se produz mais para consumir mais, também se polui mais e se produz mais resíduo.

Juliano de Barros entende que uma casa de lei precisa fazer esse debate chegar à população. “Nenhum cidadão gosta de ver sua casa suja. Da mesma forma ninguém gosta de ver seu bairro e sua cidade suja”, diz.

Ele explica ainda que a Lei 12.305 estabeleceu de forma inovadora uma hierarquização de resíduos, onde fica estabelecido que, primeiramente, é preciso evitar a produção de resíduos, depois promover uma  interevenção no setor produtivo para que sejam geradas menos embalagens tóxicas, em seguida a transformação do lixo em energia e, em último caso, a incineração em aterros sanitários. “Essa hierarquização foi definida na Europa e copiada no Brasil. Nós não tínhamos conhecimento tecnológico à época. Hoje, nós temos um fator importante em Goiânia, que são os catadores, que estão organizados nas cooperativos. Em outros municípios talvez não”, observa.  

Juliano afirma ainda que, quanto mais o debate é levado para a população, mais a responsabilidade é compartilhada. “Não é mais somente do poder público, mas passa a ser de todos os setores da sociedade”, finaliza.

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