Deputados fazem debate acalorado sobre posições partidárias
A discussão do processo 2.085/13, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), provocou debate entre os deputados Mauro Rubem (PT) e Túlio Isac (PSDB) sobre a atuação de seus respectivos partidos. O estopim foi a afirmação do petista sobre a abertura do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás, em que nove pessoas teriam sido feridas pela polícia durante manifestação.
Ambos os parlamentares utilizaram dos prazos de discussão da matéria e encaminhamento de voto para se contraporem.
Túlio criticou o discurso de Mauro e afirmou que o Governo Federal tem perdido apoio da população. De acordo com ele, o petista atacava deputados e lançava moedas durante sessões ordinárias à época em que Sebastião Tejota era presidente da Assembleia.
"O deputado Mauro Rubem, antes de ser eleito, ficava jogando moedas nos deputados. Agora incita vândalos em manifestações pacíficas. E ainda pede aplausos nesta Casa para Delúbio Soares, condenado no caso do mensalão. Vocês criticam o que não têm coragem de fazer. Querem calar o Ministério Público e amordaçar a imprensa", afirmou o tucano.
Mauro Rubem disse que o governador Marconi Perillo (PSDB) utilizou forte aparato de segurança, mobilizando policiais, para realizar a abertura do Fica. Disse o petista que o chefe do Executivo não tem coragem de ficar próximo à população. De acordo com ele, a base aliada do Governo deve responder as críticas com informações e não com ataques pessoais.
O que a população não quer
Novato na Casa, o deputado Simeyzon Silveira (PSC) disse que o debate entre o tucano e o petista representa tudo o que a população está cansada no meio político. De acordo com ele, ninguém suporta mais ataques pessoais ou defesa de que um partido é melhor do que outro.
"Acompanhei o debate dos deputados há pouco. Tenho avaliado minha conduta política. E acabamos de ver o que o povo repudia: político se digladiando e batendo no peito, dizendo que partido de um é melhor do que o outro. Sou novo na política. E ouço as pessoas. Vivemos um tempo em que a população não suporta mais isso. Quem vê essa discussão deve pensar se os deputados não têm coisa melhor para fazer. Eu, que sou deputado, fico de 'saco cheio' desse bate-boca. Imagine a população", ironizou Simeyzon.