CPI dos Grampos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga uma suposta rede ilegal de grampos telefônicos e invasão de dados de autoridades públicas, realiza nesta quarta-feira, 3, a oitiva do diretor-geral da Polícia Civil de Goiás, João Carlos Gorski. A sessão, ordinária, será realizada no auditório Solon Amaral, às 14h30.
A pauta prévia da reunião da CPI dos Grampos traz ainda a apreciação do requerimento apresentado pelo deputado Karlos Cabral (PT), que convida os representantes legais do Twitter no Brasil para prestar esclarecimentos. O presidente da Comissão, Talles Barreto (PTB), também pretende colocar em apreciação a solicitação que trata da coordenação dos trabalhos durante o mês de julho, quando ocorre o recesso parlamentar.
Inquérito Policial
Relator da CPI dos Grampos, o deputado Marcos Martins confirmou que o diretor-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, vai prestar seu depoimento nesta quarta-feira. No requerimento em apreciação, solicita também que possa ser encaminhados os dados apurados pela corporação até o momento.
"A presença do diretor-geral da Polícia Civil vai permitir que tenhamos um norte para a apuração dos fatos que motivaram a criação desta CPI. Em consulta, fui informado que João Carlos Gorski poderá vir prestar seu depoimento já na próxima reunião desta Comissão", afirmou o relator.
O deputado Karlos Cabral solicitou que as informações relacionadas ao inquérito policial aberto pela Polícia Civil de Goiás sejam encaminhadas à CPI dos grampos, antes do depoimento de Gorski. O petista argumentou que os dados vão permitir um melhor aproveitamento dos questionamentos do titular da corporação.
"Acho interessante que os dados apurados até o momento pela Polícia Civil sejam encaminhados antes do depoimento do João Carlos Gorski. Se conseguirmos as informações com antecedência, poderemos aproveitar melhor o depoimento com questionamentos mais pertinentes", afirmou o petista.
Histórico
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a existência, extensão e responsabilidade pela operação de uma rede ilegal de grampos telefônicos, de criação de perfis falsos na internet, e de invasão da privacidade de adversários e aliados do Governador do Estado de Goiás, foi criada pelo decreto administrativo nº 2.549, de 29 de maio de 2013. O instrumento legal foi publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Goiás de nº 11.674.
A CPI dos Grampos é presidida por Talles Barreto (PTB) e a vice-presidência é ocupada por Humberto Aidar (PT). A relatoria está sob a responsabilidade de Marcos Martins (PSDB). São membros titulares os deputados Túlio Isac (PSDB) e Ney Nogueira (PP). Os suplentes são Carlos Antonio (PSC), Francisco Júnior (PSD), Daniel Messac (PSDB), José Essado (PMDB) e Karlos Cabral (PT).