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Parlamentares pretendem saber se houve ou não grampos

03 de Julho de 2013 às 14:44

O deputado Túlio Isac (PSDB), em questão de ordem, argumentou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga uma suposta rede ilegal de grampos telefônicos e invasão de dados de autoridades públicas, deveria ter certeza se houve ou não violação. De acordo com ele, o assunto em questão deve ser visto com cautela.

"Tenho minhas dúvidas se realmente houve grampo. Falam que quem grampeava era um certo Mr. Magoo. Não era um personagem de desenho? Acho que a matéria foi veiculada em uma revista de credibilidade duvidosa. Teríamos de ter certeza se houve grampos", afirmou o tucano.

O deputado Ney Nogueira (PP) disse que concordava com o colega tucano. Para ele, a conversa com o diretor-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, daria um norte para o rumo das atividades de apuração da CPI.

"Concordo com o deputado Túlio Isac. Precisamos mesmo saber com segurança se houve ou não grampo. Acho que o diretor-geral da Polícia Civil poderá confirmar se realmente houve interceptação de dados ou telefônica. Não se sabe se isso é criação de fato. Precisamos de um norte: saber se foi motivação pessoal ou houve dinheiro público envolvido", argumentou o pepista.

Relator da CPI dos Grampos, o deputado MArcos MArtins disse que o depoimento de João Carlos Gorski poderia indicar um caminho mais seguro para que os trabalhos de apuração da CPI sejam encaminhados.

"Quando da instalação da CPI, propomos ouvir o titular da Polícia Civil. Fiz o pedido baseado em experiência pessoal, já que ocupei o cargo por duas vezes. Sabedor de que a polícia havia instaurado inquérito sobre o assunto, causando ansiedade, não tenho para comigo dúvida em relação ao depoimento do delegado-geral sobre um norte aos nossos trabalhos. O momento para todos é de expectativa", afirmou o relator.

A reunião da CPI está sendo realizada no Auditório Solon Amaral.

 

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