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Júlio da Retífica defende reforma política proposta pelo PSDB

10 de Julho de 2013 às 13:03

O deputado Júlio da Retífica (PSDB) defende a reforma política proposta pelo seu partido, apresentada por Aécio Neves nesta terça-feira (9), após reunião da Executiva nacional do PSDB, mas discorda de intens como o fim da reeleição para representantes do legislativo. Um dos pontos principais apoiados pelo parlamentar goiano é o voto distrital misto, que, segundo ele, vai garantir que todos as regiões tenham representantes nos legislativos estaduais.

Acredito que é necessário fazer mudanças, pois os partidos hoje não tem valor. Não é possível um deputado ter 20 mil votos e perder a eleição para outro que tenha 10 mil. Isso só ocorre por conta das eleições proporcionais, tanto para deputado federal, como estadual. Por isso é importante acabar com as coligações proporcionais”, comenta Júlio da Retífica.

O PSDB descarta o plebiscito ou a constituinte exclusiva sugeridos pela presidente Dilma. Em vez disso, o partido quer votar mudanças na legislação e depois colocá-las em julgamento por meio de um referendo. Mas Júlio acha desnecessário a realização do referendo, pois entende que, como os deputados são eleitos pela população, expressam a vontade dos seus representados.

A proposta tucana é baseada em seis pontos principais. Os cinco primeiro são: voto distrital misto, no qual o cidadão vota no candidato e na legenda; fim das coligações proporcionais como forma de fortalecer os partidos; suplência única de senador que não pode ser parente de até segundo grau e substitui o eleito apenas até a próxima eleição em caso de vacância definitiva; cláusula de barreira, pela qual o partido terá que representar uma porcentagem da sociedade para continuar funcionando; tempo de propaganda baseado nos partidos que compõem a chapa majoritária, como governador e vice ou senador e suplente.

O sexto ponto, considerado o mais polêmico, propõe o fim da reeleição. O partido defende mandatos de cinco anos para todos os cargos, respeitando os mandatos atuais. A medida passaria a valer possivelmente em 2018. As eleições municipais e estaduais (vereador, prefeito, deputado estadual e governador) aconteceriam em um ano e as nacionais (deputado federal, senador e presidente da República) no ano seguinte.

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