Entrevista Especial
O Programa Entrevista Especial recebeu a vereadora da Câmara Municipal de Goiânia, Cristina Lopes Afonso, do PSDB. O programa será exibido nesta sexta-feira, 19, às 19 horas, pelo canal 8 da NET e também pode ser assistido através do Portal da Assembleia.
Chefe do Serviço de Fisioterapia do Instituto Nelson Picollo e do Pronto Socorro de Queimaduras de Goiânia desde 1991, Cristina é sócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Ela também é responsável pela criação da disciplina "queimaduras" na grade curricular do curso na Esefego.
Formada em Educação e Fisioterapia, Cristina mudou-se para Goiânia, após sofrer uma tentativa de homicídio, que resultou em graves queimaduras em seu corpo. "O episódio foi um choque muito grande, um episódio trágico que mudou a minha vida, mas prossegui meus estudos. Fundei um dos primeiros cursos de fisioterapia em Goiás na Esefego (atual UEG), em 1994."
"Hoje, trabalho com uma equipe bem estruturada, que me dá muita segurança. Há um chamamento da sociedade para que trabalhemos em prol da população, e é o que estamos fazendo", afirmou.
No segundo bloco, a entrevistada se disse surpresa com o resultado do pleito que resultou em sua eleição. "Fiquei muito impressionada: foram 6.080 votos conquistados. Foi uma campanha vitoriosa, na minha opinião", disse.
Mesmo sendo novata na Câmara de Vereadores de Goiânia, ela tem destacada atuação parlamentar. À frente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, a vereadora levanta, em especial, a bandeira da luta pelos direitos das mulheres. "Também integro o comitê que investiga casos de tortura contra mulheres", esclareceu.
Cristina informou que participa dos debates sobre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ela integra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar irregulares na Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
A vereadora encerrou a entrevista falando sobre o caso de tentativa de homicídio que a vitimou. Autor do crime, o ex-namorado de Cristina foi condenado a 21 anos de prisão. Mas, como não tinha antecedentes criminais, terá de cumprir apenas 14 anos da pena. O caso, que teve repercussão até no exterior, foi integrado à jurisprudência criminal.