CPI da Segurança
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga problemas relacionados à Segurança Pública no Estado de Goiás, ao retomar suas reuniões, nesta terça-feira, 6, tomou o depoimento do delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, João Carlos Gorski.
Para a data estava prevista ainda oitiva com o titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e Justiça, Edemundo Dias de Oliveira Filho, porém, por mudanças na metodologia de trabalho, o depoimento foi adiado. A sexta sessão da CPI foi realizada no Auditório Solon Amaral.
Participaram da sessão os deputados Helio de Sousa (DEM) (presidente), Marcos Martins (PSDB), Luiz Carlos do Carmo (PMDB), Major Araújo (PRB), Júlio da Retífica (PSDB) e Mauro Rubem (PT).
Durante a sessão da CPI, os deputados-membros aprovaram também quatro requerimentos que solicitavam envio de convites a autoridades para a prestação de depoimento na Comissão, e mais seis com a requisição de informações ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), ao secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, ao Governo de Goiás, à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Polícia Federal. Mauro Rubem apresentou ainda 14 novos requerimentos, que serão apreciados na próxima sessão.
Oitiva
O delegado-geral João Carlos Gorski, ao responder aos questionamentos elaborados pelos deputados-membros da CPI, afirmou o contrato de manutenção de aeronaves da corporação com a empresa Fênix foi celebrado diretamente entre a empresa e a Secretaria de Segurança Pública e não com a Polícia Civil.
Gorski informou também que ainda não foi possível determinar qual foi a causa real da queda da aeronave em acidente que matou delegados e outros membros da Polícia Civil. “A aeronave sofreu uma grande destruição e helicópteros não possuem a caixa preta, o que dificulta a investigação. Estamos aguardando o laudo oficial.”
Quanto ao efetivo da Polícia Civil, João Carlos Gorski, informou que nos últimos anos vem ocorrendo uma diminuição no número de policiais e, na outra mão, o aumento na demanda por serviços prestados pela instituição. A situação seria resposta por falhas no serviço de segurança prestado pelo Estado.
Segundo o delegado-geral, são cerca de 3 mil profissionais para atender os 246 municípios goianos. Ele informou que novos servidores estão sendo contratados através de concurso, mas a preparação destes profissionais demora algum tempo.
Além do aumento no efetivo, Gorski informou que estão previstos investimentos na área de inteligência para colaborar no combate ao crime organizado. “Este tipo de crime tem de ser enfrentado com muito afinco para que não tome conta da estrutura do Estado. Em outras unidades da Federação onde ele se instalou, há muita dificuldade para combatê-lo”, afirmou o delegado.
O delegado atualizou ainda os parlamentares sobre o andamento de investigações que estão sendo realizadas no Estado e informou que a Polícia Civil tem levado várias reinvindicações ao Governador e que muitas delas são rapidamente atendidas. Gorski explicou que problemas estruturais, como reformas de delegacias, já foram resolvidos e que a instituição tem hoje um dos mais modernos sistemas de informática do Brasil.
Após o depoimento o presidente Hélio de Sousa encerrou a reunião da CPI. A próxima sessão será realizada na quinta-feira, 8. Por alterações na sistemática das oitivas, a qual não terá limite de tempo para a participação dos deputados e do depoente, a agenda de depoimentos que já estava prevista poderá sofrer alterações.