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CPI dos Grampos

08 de Agosto de 2013 às 12:16
Comissão retomou trabalhos no 2º semestre nesta 4ª-feira, 7. Relator solicita atualização de inquérito da Polícia Civil para a CPI.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga uma suposta rede ilegal de grampos telefônicos e invasão de dados de autoridades públicas, recebeu durante a reunião ordinária desta quarta-feira, 7, dois novos requerimentos apresentados pelos deputados-membros. A rápida sessão teve por objetivo atualizar o andamento das atividades após a suspensão durante o recesso do Parlamento goiano.

Presidida pelo presidente Talles Barreto (PTB), a reunião da CPI dos Grampos contou ainda com a presença dos deputados Túlio Isac (PSDB), Ney Nogueira (PP), Karlos Cabral (PT) e do relator Marcos Martins (PSDB).

Karlos Cabral apresentou dois requerimentos. O primeiro é uma variação de solicitação anterior, na qual convocava os representantes legais do Twitter no Brasil para prestar esclarecimentos à CPI. Com a nova redação do pedido, houve mudança do verbo "convocar" para "convidar". A orientação foi da Procuradoria-Geral da Casa. O segundo, trata do convite ao cinegrafista Luiz Cláudio Cavalcante, conhecido no Twitter pelo perfil @Opoltico.

Para Karlos Cabral, ao contrário do que já havia sido feito e que impossibilitou a presença dos representantes do Twitter na Comissão, desta vez, apresenta no requerimento um convite em vez de uma convocação. "Fomos orientados pela Procuradoria a propor convite, e não convocação. Refizemos o requerimento e o colocamos para apreciação dos pares."

O deputado-relator Marcos Martins apresentou requerimento solicitando à presidência da CPI que oficie a Diretoria Geral da Polícia Civil uma atualização sobre o inquérito policial em andamento. De acordo com ele, o objetivo é evitar que a Comissão realize demandas que já tenham sido encaminhadas pela investigação policial.

"Os trabalhos da CPI ficaram sem novas reuniões durante o período de recesso parlamentar. Durante esse período, as investigações da Polícia Civil podem ter avançado ou tomado novas direções. O que propusemos foi receber da Diretoria-Geral da Polícia uma atualização sobre o inquérito policial, o que evitaria a realização de demandas já efetuadas pela corporação", afirmou o relator.

Histórico

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a existência, extensão e responsabilidade pela operação de uma rede ilegal de grampos telefônicos, de criação de perfis falsos na internet, e de invasão da privacidade de adversários e aliados do Governador do Estado de Goiás, foi criada pelo decreto administrativo nº 2.549, de 29 de maio de 2013. O instrumento legal foi publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Goiás de nº 11.674.

A CPI dos Grampos é presidida por Talles Barreto e a vice-presidência é ocupada por Humberto Aidar (PT). A relatoria está sob a responsabilidade de Marcos Martins. São membros titulares os deputados Túlio Isac e Ney Nogueira.

Os membros suplentes são os deputados Carlos Antonio (PSC), Francisco Júnior (PSD), Daniel Messac (PSDB), José Essado (PMDB) e Karlos Cabral.

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