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Autoridades destacam importância dos conselhos tutelares

09 de Agosto de 2013 às 16:37

O Concurso de Linguagem Expressiva da Comissão da Criança e Adolescente tem o objetivo de aproximar os conselhos tutelares da sociedade. Esta é a opinião das autoridades que participam do lançamento da 2ª edição do concurso, que tem como tema: “Conselho Tutelar: um amigo em quem posso confiar”. O público alvo, desta vez, são alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

O certame é promovido pela Comissão da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa, que é presidida pelo deputado Carlos Antonio (PSC). A solenidade aconteceu na tarde desta sexta-feira, 9, no Auditório Costa Lima.

“O nosso objetivo é aproximar ainda mais a sociedade dos conselhos tutelares. E principalmente seu público alvo, a criança e o adolescente. O último concurso teve uma participação maciça, de aproximadamente 123 municípios. Queremos ultrapassar o número de 150 agora, porque o resultado do primeiro já foi positivo. Uma aproximação que trouxe o respeito da sociedade para com os conselhos tutelares”, afirmou.

O presidente da Comissão falou também sobre a mudança do público alvo nesta 2ª edição. “No primeiro concurso atingimos o grupo de alunos do 1º ao 5º ano. Agora, no segundo, do 6º ao 9º ano. Inclusive abrangendo uma parcela deste público que é mais consciente, o adolescente. Então esperamos uma resposta até mesmo mais positiva do que o outro concurso. Decidimos repetir o tema exatamente por estarmos trabalhando com alunos de outros níveis escolares”, explicou.

A promotora de Justiça Simone Disconsi de Sá Campos, que é coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público do Estado de Goiás, teceu suas considerações sobre o Concurso de Linguagem Expressiva. “É fundamental à medida que aumenta a informação das crianças quanto dos pais a respeito das funções dos conselhos tutelares. É aproximar o Conselho Tutelar da comunidade. Aconteceu quando do primeiro concurso de percebermos que as crianças hoje já compreendem melhor essa função. Ali eles têm um agente de proteção, um apoio, um amigo. E não mais aquele órgão antigamente identificado como juizado de menores, que punia, que buscava corrigi-los. Hoje , a função do conselho é bem diferente e tentamos reverter essa ideia equivocada”, disse.

A promotora falou também sobre os desafios do Ministério Público para coibir casos que afetam as crianças e adolescentes em Goiás. “O principal desafio que todas as autoridades que trabalham com menores têm é conseguir que as informações cheguem até nós. Ainda é muito comum o fato das informações sobre abuso sexual e violência doméstica não chegarem ao conhecimento das autoridades. Isso porque envolve relações familiares, ou às vezes com conhecidos. É muito difícil divulgar. Assim reafirmamos nas campanhas a importância da denúncia”, explicou.

A conselheira tutelar do município de Campo Limpo, Daniela da Silva, relatou sua experiência com os menores. “É importante porque a criança e o adolescente vão ter uma visão diferente do Conselho Tutelar. Às vezes eles não confiam no Conselho e não contam o que está acontecendo de errado. Eles acham que vão ser punidos, mas o nosso trabalho é ajuda-los. Esse concurso é pra melhorar essa relação entre o órgão e os menores”, ressaltou.

As produções textuais dos alunos serão encaminhadas ao Conselho Tutelar de cada município, no período de 2 a 13 de setembro.  A premiação Estadual será no dia 18 de outubro com os seguintes prêmios:

- 1º Lugar: 2 diárias em Caldas Novas;

- 2º lugar: Notebook;

- 3º Lugar: R$ 1.000,00

- 4º Lugar: Tablet;

- 5º Lugar: Celular.

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