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PM procura otimizar trabalho para compensar falta de efetivo, diz comandante-geral

13 de Agosto de 2013 às 10:15

Respondendo a questionamentos do vice-presidente da CPI da Segurança Pública, Luiz Carlos do Carmo (PMDB), o comandante-geral da PM, coronel Silvio Benedito Alves, informa que o atual efetivo da corporação é de 11.940 policiais, número menor que o existente em 2007, que era 13.600.

O comandante informa ainda que, dos 11.940 policiais pertencentes à PM atualmente, cerca de 10 a 15% ficam inativos por causa de férias, licença-prêmio, licença médica, entre outros motivos.

O militar afirma que a porporção de policiais e número de habitantes do Estado é menor do que a ONU [Organização das Nações Unidas] recomenda, mas ressalta que a corporação vem promovendo ações para uma melhor utilização do seu efetivo. 

Silvio Benedito informa que a frota de 1,5 mil viaturas existente atualmente à disposição da PM é suficiente. Quinhentas dessas viatura são de propriedade da SSP, além de motocicletas.

O comandante-geral afirma ainda não acreditar que o policial militar é desmotivado, pois a estrutura oferecida bem como a remuneração são itens “dentro da realidade”. Segundo ele, o que desmotiva é a legislação. “Estamos literalmente enxugando gelo, pois a lei não reflete o mesmo esforço. Prendemos um delinquente hoje e amanhã ele já está na rua.”

Diante desse quadro, Silvio Benedito Alves sugere mudanças na legislação. “Essa política de desencarceramento para mim é um erro enorme se observarmos o que é feito, por exemplo, em países de Primeiro Mundo, como os EUA”, comentou.

Para custear os altos cutos para se manter um presidiário, o coronel sugere que ele trabalhe dentro do presídio. “Não é trabalho forçado e sim um trabalho digno que faça o preso se sentir útil”, explica.

Quanto à criminalidade ter se tornado uma epidemia, o coronel reforça que a impunidade tem incentivado o bandido a praticar crimes ciente de que ficará isento de punição.  “Quando um criminoso raramente é condenado a 30 anos de prisão, na realidade ele ficará preso no máximo por 6 anos”, afirma.

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