Joaquim Mesquita afirma que polícia sozinha não resolve problema da violência
Durante depoimento na CPI da Segurança Pública, o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, responde questionamentos do vice-presidente, deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB). Segundo o secretário, na sua pasta atualmente existem mais viaturas do que o número de policiais para ocupá-las.
O delegado comenta também que, apesar de em julho deste ano ter ocorrido um número expressivo de homicídios, houve uma estabilidade se o índice for comparado com 12 meses anteriores. “Mas não é somente a atuação das forças policiais que diminui índices de criminalidade, fatores sociais e culturais também contribuem. Com a contratação de novos policiais, o combate à criminalidade será ainda mais intensificado”, salientou Mesquita.
O secretário informa também a Luiz Carlos do Carmo que SSP realiza um trabalho preventivo em regiões mais necessitadas, como a Noroeste de Goiânia, e que os recursos para custeio são suficientes. “Em relação a recursos, não temos problemas. O maior entrave para à execução dos projetos são os trâmites burocráticos. Outra dificuldade é em relação à contratação de pessoal, já que o Governo tem de cumprir a lei de Responsabilidade Fiscal.
Ele explica ainda que o efetivo ideal em Goiás seria muito maior do que aquele existente atualmente, mas ressalva que o esforço feito pela polícia tem sido grande. “Os casos de maior repercussão dificilmente ficam sem resposta. Mas, evidentemente que, se tivermos mais agentes, mais delegados, mais delegacias e mais carcereiros, desenvolveremos um trabalho muito melhor.”
Quanto ao controle sobre a entrada de celulares em presídios, Mesquita explica que dificuldades estruturais dificultam esse trabalho e que o bloqueio de sinais é inviabilizado pela presença de empresas nas proximidades dos presídios, que ficariam prejudicadas pela medida.
Luiz Carlos do Carmo afirma que considera o Cepaigo um laboratório de crimes e que falta competência a quem administra o presídio para impedir a entrada de drogas e celulares.
Joaquim Mesquita reconhece os problemas, mas frisa que se trata de uma realidade enfrentada por todos os Estados, como pôde constatar em seu trabalho como delegado federal, quando atuou em várias unidades da federação. “O que não podemos deixar de reconhecer é o esforço da Secretaria de Administração Penitenciária para solucionar o problema.”