Diretor-geral da Embrapa diz que há transferência de tecnologia para produtores
O chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Pedro Luís de Oliveira Machado, afirmou que a Embrapa tem firmado parcerias com órgãos estaduais, produtores rurais e cooperativas para realizar pesquisas que permitam maior adaptação de cultivares ao clima, reforçando a produtividade das lavouras. De acordo com ele, também há ações que transferem tecnologias aos goianos.
"A Embrapa foi criada em 1973, mas, em Goiás, iniciou sua atuação um ano depois. Foi uma das primeiras unidades do país. Desde então, a parceria sempre foi intensa. Com a transformação da Embrapa em centro de pesquisa em arroz e feijão, há atuação conjunta com a Emater-Goiás, com trabalhos de cultivares como arroz de terras altas. A cultura tem maior tolerância à deficiência hídrica, à seca", afirmou o representante do órgão.
Pedro Luís informou ainda que há um trabalho significativo para desenvolver tecnologias em parceria. De acordo com ele, há projetos que buscam melhorar a fixação de carbono nas lavouras, reduzindo o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera.
"Para nós, é importante buscar o desenvolvimento de tecnologias junto ao produtor rural. Também participamos da elaboração de tecnologias agropecuárias que permitam culturas mais sustentáveis, que acumulem mais carbono, evitando que o dióxido de carbono se acumule na atmosfera, causando problemas ambientais.
O diretor-geral da Embrapa informou ainda que um dos destaques da atuação do órgão em seus 40 anos é a transferência de tecnologia para os produtores rurais, associações, governo e cooperativas. Para ele, o objetivo é estimular boas práticas na produção agrícola.
"Neste ano, atingimos com a produção de arroz bons resultados, e entregamos a colheita à OVG [Organização das Voluntárias de Goiás]. Os trabalhos da Embrapa envolvem ainda ações de transferência de tecnologia por meio de cooperativas e associações em culturas de arroz, feijão e hortaliças. O objetivo é levar boas práticas agronômicas, melhorando a produtividade tanto para o autoconsumo quanto para o mercado, visando rentabilidade", afirmou Pedro Luís.