Francisco Júnior diz que quadro positivo na economia muito se deve à Embrapa
Autor da sessão especial em comemoração aos 40 anos da Embrapa, o deputado Francisco Júnior (PSD) afirmou que, no Brasil, os gastos com a alimentação cada vez mais interferem no custo de vida e, mesmo com uma supersafra atrás da outra, há uma grande pressão dos preços dos alimentos no bolso do brasileiro. Para o parlamentar, hoje há um quadro positivo, que muito se deve à atuação da empresa e cada um de seus colaboradores.
"São 40 anos de pesquisas e projetos voltados para o melhoramento genético do plantio, a recuperação e a expansão das áreas de produção e a melhoria da nossa produtividade. Tudo isto prezando pelo zelo com as condições de vida e trabalho dos produtores, promovendo a sustentabilidade e a geração de tecnologias que preservem o meio ambiente", afirmou o deputado.
Francisco Júnior disse que, atualmente, ano após ano, a demanda por alimentos se torna cada vez maior, com uma ampliação média anual de cerca de 5% na Ásia, na África e na América latina. De acordo com ele, esse aumento faz até mesmo com que alguns países limitem suas exportações de determinados alimentos, na tentativa de proteger os seus consumidores.
"Com isto, alguns itens essenciais no cardápio de populações inteiras como o trigo, o milho, o arroz e a soja – que também são responsáveis pela produção de outros alimentos, como o pão e o macarrão – sofrem variações de preços consideráveis, e em alguns países passam por aumentos assustadores", afirmou o deputado.
Francisco Júnior disse que graças às pesquisas e projetos da Embrapa Arroz e Feijão, as terras do Estado, antes consideradas improdutivas, passaram por uma intensa correção no solo, que tornou Goiás um dos maiores produtores de grãos do País. O pessedista informou ainda que o trabalho da unidade permitiu aos produtores desenvolverem outras variedades.
"Apenas para dar um exemplo da inovação que a Embrapa estimulou em nosso Estado, cito a produção do feijão de inverno, que não existia até a década de 90. As pesquisas descobriram que era possível uma terceira safra, plantada no mês de maio e colhida até outubro. Graças a isto, hoje somos um dos maiores produtores desse feijão", afirmou Francisco Júnior.