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Delegado afirma que falta à polícia autonomia no planejamento estratégico

27 de Agosto de 2013 às 09:56

Durante depoimento na CPI da Segurança Pública, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Goiás (Sindpol), Fábio Alves, afirma ao vice-presidente da Comissão, Luiz Carlos do Carmo (PMDB), que, em sua opinião, o grande problema dentro da Polícia Civil é não ter autonomia no planejamento estratégico. “Às vezes elaboramos toda a estratégia, mas não temos como colocá-la em prática”.

O delegado salienta que o aumento da criminalidade decorre de vários fatores, que estão sendo pesquisados há muitos anos e diz que o Sindpol tem várias propostas para diminuir essa estatística. Entre elas estão: redistribuição do efetivo das policias; reestruturação da polícia judiciária; e suporte de delegacias especializadas na defesa da pessoa, abrangendo mulheres, crianças, adolescentes e vítimas de homicídios.

Ele comenta que algumas melhorias foram promovidas nas delegacias de homicídio de Anápolis e Aparecida de Goiânia, mas foram insuficientes.

Quanto ao uso de celulares por detentos dentro de presídios, Fábio Alves comenta que essa situação agrava um dos maiores desafios que a sociedade enfrenta hoje, que é o tráfico de drogas. Para ele, a lei não dá autonomia aos delegados para interferir ou mesmo atuar diretamente no combate efetivo ao problema.

O delegado frisa a necessidade de aumentar o quantitativos de vagas na Polícia Civil. Segundo ele, seriam necessários hoje 775 delegados e três mil escrivãos atuando em todo o Estado, mas existem apenas 350 e dois mil respectivamente. “Hoje temos uma estrutura que é a mesma de 30 anos atrás”, comenta. Ele defende ainda uma remuneração estabelecida de acordo com um pacto de resultados e adequação de hora extraordinária.

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