Ícone alego digital Ícone alego digital

Silveira afirma que polícia civil faz muito apesar do déficit de efetivo

29 de Agosto de 2013 às 10:25

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás, Silveira Alves de Moura, afirma ao deputado Luiz Carlos do Carmo que existe uma demanda de 10 mil policiais no Estado, sendo que, atualmente, o efetivo é de 2.400. Comenta ainda que muitos concursados não vão assumir o cargo por falta de motivação salarial. Segundo ele, somente com a aplicação de um reajuste de 40% da data base, o piso dos policiais civis e militares estaria hoje em mais de R$ 5 mil.

Ele salienta que a polícia civil está "fazendo milagre" em Goiás, pois os 2.400 servidores realizam um trabalho que deveria ser executado por 10 mil. “O Estado de Goiás é o único do Brasil que consegue elucidar todos os crimes de sequestro”, exemplifica.

Sobre as denúncias que apresenta em seu relatório, Silveira informa que vai enviá-las ao Ministério Público. Ele diz que, para elaborar o documento, realizou antes uma investigação ampla sobre todos os problemas denunciados e frisa que o problema do uso de celulares no presídio somente será solucionado com o uso de bloqueadores.

Quanto ao acidente com aeronave que matou delegados e policiais, Silveira comenta que não havia a necessidade de cinco delegados na viagem e o número excessivo de passageiros pode ter contribuído para a queda do helicóptero. “Foi uma questão de vaidade porque se tratava de um caso de repercussão nacional. O helicóptero nem podia ser retirado de sua base, pois estava em manutenção”, comentou.

O presidente do sindicato afirma ainda que sem a valorização de policiais civis e militares, com pagamento de melhores salários e melhores condições de trabalho, os problemas de segurança pública no Estado não serão solucionados.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.