Jorimar Bastos afirma que população carcerária é formada por negros e pobres
O presidente da Associação dos Servidores do Sistema Prisional de Goiás, Jorimar Antônio de Bastos Filho, apresenta ao deputado Júlio da Retífica (PSDB) o perfil dos presos hoje em Goiás. Segundo ele, a faixa etária predominante é de 19 a 32 anos, 80% possuem entre primeiro e segundo graus incompletos e 20% são analfabetos. "Infelizmente, o perfil dos presos hoje é de negros e pobres", afirma.
Jorimar observa que a parceria público-privada no setor não é uma boa ideia sob o ponto de vista legal. "Imagine se um preso vem a óbito sob a responsabilidade de uma empresa privada. Sem contar o alto custo financeiro", comenta.
Como exemplo ele cita o caso das refeições servidas aos presos do Cepaigo, que quando eram produzidas no próprio presídio custavam 750 reais por mês para cada preso. "Hoje, com a terceirização deste serviço, subiu para 2 mil reais. Isto é um absurdo, considerando que existe uma cozinha no Cepaigo pronta para funcionar", critica.
Segundo o advogado, outro ponto importante é quanto a ressocialização dos detentos, que no Brasil fica prejudicada por falta de investimento em programas de aprendizagem para os detentos. "Na Inglaterra o preso só consegue sair da cadeia se estudar ou trabalhar. É uma situação boa para ser aplicada no Brasil."
Jorimar reitera que, para resolver os problemas no sistema prisional, é preciso investimento. "Os recursos humanos existentes são um dos melhores do Brasil. É preciso aumentar este efetivo. Se não aumentar o número de servidores o sistema penal goiano vai parar. Enfirm, o diagnóstico é investimento e ampliação da polícia penal", conclui.