Programa Opinião
As constantes quedas de energia em Goiás que têm provocado prejuízos à população. Esse foi o tema do programa Opinião apresentado nessa terça-feira, às 19 horas, na TV Assembleia (Canal 8 da Net). A repórter Luciana Martins questionou o deputado José Essado (PMDB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e que foi secretário de Minas e Energia no segundo governo de Iris Rezende. A outra entrevistada foi Rosânia Nunes, assessora-geral do Procon-Goiás.
O diretor de Operações da Celg, Paulo Roberto Pinto, foi convidado para participar do debate, mas não compareceu, alegando outros compromissos. Aliás, esta é a segunda vez que Paulo Roberto é convidado para participar do programa Opinião e deixa de comparecer. Contudo, a TV Assembleia, bem como a Agência Assembleia de Notícias coloca seu espaço à disposição do diretor para que, caso queira, faça a defesa da empresa que ajuda a dirigir.
José Essado disse que na sua época, em 1991, o abastecimento de energia elétrica no Estado de Goiás não sofria tanto desgaste como agora. “Havia manutenção das redes, podas de árvores, enfim a Celg prestava grande serviço à população goiana. Hoje, a empresa é carente na distribuição e revitalização de suas redes”, frisou.
Para ele, a desculpa de que a Eletrobrás está prejudicando a Celg não justifica. “A Celg tem receita própria e, ao meu ver, falta apenas capacidade e competência de seus dirigentes.”
Rosânia Nunes disse que o Procon-Goiás tem buscado desempenhar o seu papel de orientar o consumidor da melhor forma possível. Adiantou que das 273 reclamações protocoladas neste ano, constatou que a Celg tem ressarcido aos consumidores. Lembrou que as denúncias podem ser feitas pelo disque denúncia 151, bem como pelo site do Procon-GO.
Ela orienta que o consumidor tem 90 dias de prazo para formalizar a reclamação que é feita mediante o protocolo da Celg, onde ele deve ser dirigir primeiro, através do call center daquela empresa. Disse que em casos de produtos perecíveis, a Celg tem um dia para fazer a inspeção, mas em outros casos tem 15 dias para avaliar a reclamação e 20 dias para efetivar o ressarcimento, que pode ser feito em dinheiro ou através do aparelho estragado com a queda de energia.
José Essado colocou a Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Alego à disposição dos consumidores no Estado de Goiás.