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Dia Internacional da Não Violência Contra a Mullher é lembrado hoje na Alego

25 de Novembro de 2013 às 08:11

Por iniciativa da deputada Isaura Lemos e com o apoio da vereadora Tatiana Lemos, ambas do PCdoB, será realizada hoje, 25, às 8h30 horas, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa, audiência pública por ocasião do Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher.

A discussão contará com a presença de Mara Rúbia Mori Guimarães, que teve os olhos perfurados pelo ex-marido, no dia 29 de agosto  passado, em Goiânia. Ela virá com a diretora do Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam), Dolly Soares.

A audiência pública também contará com a participação de diversas mulheres que representam diferentes entidades e órgãos em Goiânia e no estado. Entre elas, a secretária da Mulher de Goiânia, Teresa Sousa; a superintendente da Mulher da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Igualdade Racial (Semira), Eliana França; a delegada da Mulher de Goiânia, Ana Elisa; delegada da Mulher da Região Noroeste, Cássia Sertão; delegada da Mulher de Anápolis, Aline Soares; delegada da Mulher de Luziânia, Dilamar Aparecida de Castro; delegada da Mulher de Senador Canedo, Mila Vilela Junqueira; presidenta do Conselho Estadual da Mulher, Ângela Café; coordenadora do Fórum Goiano de Mulheres, Kelly Cristina Gonçalves.

Participarão ainda representantes de entidades e órgãos como Mulheres na Tecnologia, Associação das Donas de Casa, Mulheres Malunga, Secretaria Municipal de Defesa Social de Goiânia, Centro de Referência da Mulher de Morrinhos, Confederação das Mulheres do Brasil-GO, Casa de Passagem de Valparaíso, Diretoria da Mulher de Anápolis, Associação das Pensionistas da Polícia e Bombeiros Militar do Estado de Goiás, Comissão da Mulher Advogada da Ordem de Advogados do Brasil-GO,  Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás,  Grupo de Lésbicas de Goiás, Conselho Estadual de Saúde, Mulheres da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Goiás (Fetaeg), entre outras. 

De acordo com o Mapa da Violência 2013 – “Homicídios e Juventude no Brasil”, estudo publicado em julho deste ano pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), os dados sobre a violência contra as mulheres são preocupantes. Segundo os dados do levantamento, Goiás é o Estado com a 2ª pior média do País no que se refere às taxas de homicídio feminino, atrás somente do Espírito Santo. A capital do Estado também apresenta uma estatística negativa. Em números proporcionais com a população, Goiânia é a 2ª capital do Brasil com o maior índice de mulheres assassinadas, ficando atrás somente de Maceió (AL).

No que se refere à população jovem feminina, Goiás e Goiânia também encabeçam o ranking da violência. Tanto o Estado quanto a capital ocupam o 5ª lugar na comparação nacional. A escalada da violência contra o sexo feminino em Goiás teve impulso assustador em um ano, no período de 2010 a 2011, quando apresentou crescimento de 51% nas ocorrências. Em Goiânia, com base nos dados revelados pelo estudo e na população feminina divulgada pelo Censo, pelo menos 6,4 mulheres, em média, foram assassinadas por mês em 2011. No mesmo ano, somente na capital, pelo menos 76 mulheres foram mortas.

Enquanto em Goiás, em dez anos, houve crescimento de registros acima de 100%, no Brasil, o número de homicídios de mulheres teve aumento de 17,2%, no mesmo período. Segundo as avaliações do próprio estudo, os crimes são predominantemente domiciliares: 71% dos registros aconteceram no domicílio da vítima; em 43,4% dos casos, o assassino foi o parceiro ou ex-companheiro da mesma; em 19,8% dos registros, os agressores são os pais; em 7,5%, são irmãos ou filhos.

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