Simulador de trânsito
A falta de Simulador de Direção Veicular nos Centros de Formação de Condutores (Autoescolas) no Estado de Goiás é o tema do Programa Opinião que foi ao ar na sexta-feira, 10, às 19 horas, na TV Assembleia. O equipamento é necessário para a adequação à alteração nos dispositivos da Resolução Contran nº 168, de 14 de dezembro de 2004, que trata das normas e procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos.
O programa terá reprises durante a programação pelo Canal 8 da Net e pelo site da Assembleia Legislativa http://al.go.leg.br/midia/tv
O apresentador Murilo Santos, mediador do debate, teve como convidados o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, deputado Major Araújo (PRP), e o diretor técnico do Detran de Goiás, Horácio Mello e Cunha Santos.
De acordo com a nova resolução dada a esta Lei, as aulas práticas de direção veicular serão precedidas de cinco horas-aulas de 30 minutos, ministradas em simuladores de direção. As aulas realizadas no simulador de direção veicular, aplicadas exclusivamente aos pretendentes à obtenção da habilitação na categoria “B”, serão realizadas após a execução do exame teórico.
O diretor técnico Horácio Mello e Cunha Santos diz que essa nova medida para melhorar o trânsito nas cidades é um tema que já vem sendo debatido há muito tempo por órgãos competentes.
Para Mello, a nova providência aperfeiçoará e modernizará o processo de formação de condutores de veículos automotores e elétricos, priorizando a defesa da vida e a segurança de todos os usuários do trânsito, com a utilização de novas tecnologias desenvolvidas para essa finalidade.
O deputado Major Araújo acredita que esta nova medida não contemplará os efeitos almejados. Para o parlamentar, essa nova norma não vai resolver problemas de imprudência, como o ato de dirigir embriagado, e que deveria se pensar, primeiramente, em tornar as leis existentes mais rígidas e resolver problemas de infraestrutura, como a sinalização e duplicação de rodovias.
Major Araújo enfatiza, ainda, que essa nova deliberação não contempla a realidade social do Brasil, onde muitas pessoas deixarão de adquirir a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo fato de que o procedimento ficará mais caro. O deputado também menciona que os equipamentos terão um alto custo para as autoescolas (cerca de R$ 40 mil), o que pode tornar o projeto pouco viável.
Horácio Mello diz que o papel dos Detrans é proporcionar uma formação adequada aos condutores e que essa providência, por meio do aprimoramento e aplicação de novas tecnologias, é, sem dúvida nenhuma, um avanço na segurança da população.
Para o diretor técnico do Detran de Goiás, o que tem a ser feito, a partir de agora, é debater novas medidas para tornar o projeto viável tanto para o cidadão, quanto para os centros de formação de condutores.