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Acidentes em piscinas

21 de Janeiro de 2014 às 15:42
Talles Barreto quer tornar obrigatória a instalação de tampas seguras em piscinas para evitar acidentes como os registrados em Caldas Novas.

Com o objetivo de evitar acidentes em piscinas, a exemplo de dois casos registados em Caldas Novas, o deputado Talles Barreto (PTB) apresentou projeto de lei, na sessão extraordinária de segunda-feira, 20, que torna obrigatória a instalação da tampa contra o aprisionamento, ou tampas não bloqueáveis nos ralos de sucção das piscinas, destinadas ao uso coletivo no âmbito do Estado de Goiás.

O texto explica que entende-se por piscinas de uso coletivo aquelas com acesso franqueado ao público em geral, tais como; condomínios, hotéis, clubes, parques aquáticos, escolas, entidades, associações, academias esportivas e similares, inclusive as utilizadas para eventos, com ou sem fim lucrativos, de caráter privado ou público.

Os estabelecimentos que descumprirem o disposto na lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades; advertência e, caso persista o descumprimento, será aplicada multa no valor de cinco salários mínimos. Em caso de reincidência, o pagamento em dobro do valor da multa aplicada, interdição temporária ou definitiva pelo Poder Público, além de responsabilidades civis e criminais previstas em lei.

Segundo justificativa apresentada pelo parlamentar, a proposta visa prevenir os acidentes causados pela sucção dos ralos das piscinas. Talles cita os acidentes ocorridos no município de Caldas Novas, onde uma criança morreu após ter o braço sugado e um empresário teve o pé sugando sofrendo fratura e luxações.

“O projeto visa garantir à população em geral, a proteção de que necessitam no instante em que desfrutam dessa espécie de lazer, evitando assim, qualquer acidente provado pela sucção do ralo da piscina”, conclui.

Acidentes

O primeiro acidente em Caldas Novas aconteceu no dia 1º de janeiro, com o garoto Kauã Davi de Jesus, de 7 anos, que morreu três dias depois.

Ele se afogou ao ter o braço sugado em uma piscina do condomínio onde estava hospedado com a família. Já no dia 9, no mesmo condomínio, foi a vez do administrador de empresas Josias Andrade Saraiva, de 43 anos, ter o pé sugado ou preso pelo ralo, sofrendo fratura na tíbia direita.

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