Mauro Rubem sugere a Helder Valin edição de livro sobre ditadura em Goiás
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado Mauro Rubem (PT) se reuniu na segunda-feira, 27, como presidente da Casa, deputado Helder Valin (PSDB), com o intuito de sugerir a edição e o lançamento de um livro, pela Assembleia Legislativa, com informações sobre a vigência da ditadura militar em Goiás, destacando as biografias dos deputados estaduais cassados por força de atos institucionais.
De acordo com o parlamentar, essa é uma iniciativa em parceria com o deputado estadual Karlos Cabral, seu colega de bancada na Casa, a Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás; o Comitê Goiano da Verdade Memória e Justiça; e a Associação dos Anistiados Políticos de Goiás (Anigo).
Nessa perspectiva, o jornalista e membro da Anigo, Pinheiro Salles, entregou ao presidente Helder Valin o livro “Parlamento Mutilado: Os Deputados Federais Cassados pela Ditadura Militar de 1964”, editado pela Câmara Federal, com o objetivo de ser modelo para a edição do material goiano.
“Acredito quando a Comissão Nacional da Verdade se empenha em resgatar a memória das lutas do povo brasileiro e buscar alternativas para a promoção da Justiça, a Assembleia Legislativa de Goiás tem o dever de dar a sua contribuição, levando a gerações mais novas alguns exemplos de vida que dignificam a nossa história”, pontuou Mauro Rubem.
Sessão Solene
Durante a reunião, Mauro Rubem informou ao presidente sobre a realização, no dia 31 de março, na Assembleia Legislativa, da Sessão Solene: Repúdio aos 50 Anos do Golpe Militar, e ainda da série de atividades que serão realizadas em Goiás no período de 31 de março a 30 de abril em repúdio a ditadura militar.
“É preciso sempre resgatar a nossa história. Temos que ter consciência dos dias agressivos e abusivos que o Brasil viveu, e ainda, não deixar cair no esquecimento os diversos sequestros e desaparecimentos daqueles que ousaram sonhar e lutar por um país livre, democrático e justo, buscando assegurar assim o direito à verdade e à memória das vítimas do período da ditadura militar”, ressaltou.