Deputado discute convocação dos concursados da PM no Ministério Público
O deputado Mauro Rubem (PT) participou na quarta-feira, 29, de reunião no Ministério Público Estadual para discutir a convocação dos concursados da Polícia Militar de Goiás e a contratação temporária dos militares do Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve). Participaram da reunião o promotor de Justiça, Fernando Krebs e mais de 300 candidatos classificados no concurso da PM.
Mauro Rubem defendeu a realização de concursos públicos, como dever do Estado Democrático de Direito. Para ele, no caso da segurança pública é de extrema importância a convocação dos concursados, tendo em vista que em Goiás o número de policiais efetivos é abaixo do contingente necessário. “O governo estadual precisa entender que é fundamental investir na sociedade e na segurança. O servidor público que trabalha pela sociedade e pela segurança precisa ser valorizado”, frisou.
A juíza Suelenita Soares Correia, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual Goiânia, determinou o desligamento imediato de todos os soldados do Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual da Polícia Militar. Ela também proibiu o Estado de Goiás de admitir novos temporários e de renovar os ajustes em vigor até a solução da ação.
Segundo o deputado, o intuito da administração estadual é contratar reservistas do Exército com salários abaixo do mercado e sem a realização de concursos públicos. “O governo não celebra novos contratos – o último concurso foi realizado em 2010 – e o Comando da PM tenta suprir a falta de militares oferecendo atividade extra remunerada. Atualmente, esses profissionais enfrentam uma jornada de trabalho exorbitante, acima de 24 horas, o que afeta sobremaneira a saúde física e mental e, como consequência, temos uma população à mercê da insegurança”, assegurou o petista.
Segundo o promotor de Justiça, Fernando Krebs, o número do efetivo da Polícia Militar no Estado é o mesmo desde a década de 1980, sendo que o número de habitantes no Estado dobrou neste mesmo período. “Acredito que essa seja uma das causas para os índices de criminalidade do Estado, a carência de efetivo policial”, frisou o promotor.
Nessa perspectiva, o deputado alerta para o déficit de efetivos na Polícia Militar do Estado de Goiás. Segundo o Ministério Público, existem hoje no Estado 12.700 policias, o ideal seria 30 mil. Na Polícia Civil, o efetivo considerado ideal é de 865 homens – há 483 atualmente. O número de delegacias também é menor do que o considerado adequado. Hoje há 342, quando deveria haver ao menos 569.
“A população vive insegura, preocupada e sofre com o aumento das ocorrências de roubos, assassinatos, corrupção, violência policial, tráfico de drogas e de pessoas. Neste cenário, o Governo Estadual se mantém indiferente e sem uma atuação efetiva em busca de soluções para diminuir os casos de violência no Estado”, finalizou Mauro Rubem.