Ícone alego digital Ícone alego digital

Continua em exibição Programa Ação Parlamentar sobre a Lei da Palmada

24 de Julho de 2014 às 14:24

O presidente da Comissão da Criança e do Adolescente, Carlos Antonio (Solidariedade), é o entrevistado do  programa “Ação Parlamentar”, da TV Assembleia, comandado pela jornalista Fernanda Cândido e que está na programação da emissora durante todo esse mês.

O tema da entrevista foi a aprovação, pelo Senado, da Lei 58/2014, a chamada Lei da Palmada, que agora foi rebatizada para Lei Menino Bernardo. O novo nome se deve ao caso da morte do menino Bernardo Boldrini, 11, em abril deste ano, no Estado do Rio Grande do Sul. O pai e a madrasta do garoto são suspeitos de terem participação na morte do garoto.

A Lei trata, principalmente, da proibição de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante na educação de crianças, e por isso foi considerada polêmica, uma vez que muitas indagações foram feitas em relação ao papel do Estado e a autoridade dos pais.

O deputado esclareceu, na entrevista, que "os pais vão continuar disciplinando os filhos. O que a lei não permite é a agressão física, deixar hematomas nas crianças e adolescentes. Agora esse tipo de castigo poderá ser denunciado ao conselho tutelar”.

Carlos Antônio explicou que a lei é importante para proteger as crianças de violência, muitas vezes, praticada por responsáveis e que não eram denunciados. Com a Lei Bernardo a pessoa poderá denunciar as supostas agressões ao conselho tutelar que tomará as providências necessárias.

Multa

Caso as agressões denunciadas sejam comprovadas, segundo explicou o deputado, “O responsável pela agressão poderá ser penalizado com multas que vão de 3 a 20 salários mínimos que será feita pelo Ministério Público. O Conselho Tutelar não multa ninguém.”

Ao fim do programa o deputado ressaltou “ Você continua podendo disciplinar seu filho, o que a lei te proíbe é de espancá-lo” e indagou “ Se nós pedimos a redução da violência na sociedade, como podemos admitir a violência nas famílias?”

E ainda falou sobre uma audiência pública que ele realizará após a sanção da Lei pela Presidente Dilma, para que os conselheiros tutelares possam ser instruídos para atender as normas da nova Lei.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.