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Setor Energético

24 de Junho de 2014 às 11:29
Crédito: Y. Maeda
Setor Energético
Fórum debate setor energético no Estado de Goiás
Simeyzon Silveira, que preside Comissão de Energia, promove debate para levar à Aneel clamor da sociedade em relação à Celg.

Presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Simeyzon Silveira (PSC) realizou na manhã desta terça-feira, 24, no Auditório Solon Amaral, uma reunião com entidades que fazem parte do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás. Ele fez avaliação positiva do encontro.

“Através de um debate franco e aberto, conseguimos colher subsídios importantes para a formulação de um documento mostrando a insatisfação de entidades representativas de diversas esferas em Goiás em decorrência dos graves problemas relacionados ao setor de energia no Estado, notadamente em relação à Celg”, frisou. Segundo ele, este documento será protocolado na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), junto a um pedido feito pela Comissão que presidimos nesta Casa de ações emergenciais.

Simeyzon Silveira abriu a reunião e, depois de falar do objetivo da mesma, passou a palavra ao diretor de regulação da CelgPar. Elie Chidiac apresentou uma análise atual sobre a Celg, enfatizando que a Companhia vem se recuperando de um longo período de dificuldades. “O início disto foi o repasse do controle para o Governo Federal. A partir daí conseguimos destravar alguns recursos e iniciar uma retomada de investimentos. Para este ano, por exemplo, temos algo em torno de R$ 465 milhões para investimento em redes, o que permitirá iniciar uma estruturação para oferecer melhor qualidade de serviço ao usuário”.

Para Chidiac, que exerce um cargo com atribuição de vice-presidente, um dos maiores erros cometidos na empresa nos últimos anos, é a questão da proibição da Celg em promover reajustes na tarifa. “Não é justo que o povo goiano seja submetido a riscos políticos. Por isso defendo uma maneira diferente de regulamentação neste setor”.

Como atitudes a serem tomadas em curto prazo, o diretor destacou que nos próximos meses será realizada uma reunião com a Eletrobrás para que, com clareza, toda situação seja colocada em debate e para que caminhos possam ser traçados em definitivo. “Sem investimentos, com certeza, não haverá expansão, por isso, estamos tentando técnica e economicamente explicar para o Governo Federal, que a situação tem que ser tratada de maneira diferente da que até hoje foi realizada”.

 Após a explanação de dúvidas, opiniões e esclarecimentos, por parte dos participantes da reunião com as entidades que fazem parte do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás, Simeyzon Silveira fez suas considerações finais. O parlamentar ressaltou que são inúmeras as questões que acometem a Celg e que penalizam o usuário. “E não é objetivo desta reunião encontrar culpados”. Por isso o parlamentar disse que para o encontro com a Aneel, ele não quer levar um pedido político e, sim, um pedido da sociedade goiana.

Segundo Simeyzon Silveira, o sentimento é de que o povo goiano está passando por uma situação vexatória com o que vem acontecendo com a Celg. “Precisamos discutir sempre soluções para a questão e trazer a sociedade civil organizada na busca por ações propositivas e levá-las ao conhecimento daqueles que podem promover mudanças no atual cenário”.

Além de Simeyzon Silveira, que conduziu o debate, compuseram a mesa da reunião as seguintes autoridades: o presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás – Jovem (Acieg Jovem), Pablo Hoffmeister; o diretor de regulação da CelgPar, Elie Chidiac; e o diretor geral da Esup, Luiz Antônio Ribeiro de Sousa.

Além de representantes das entidades do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás, participaram da reunião dezenas de líderes comunitários, sobretudo de bairros de Goiânia.

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