Comissão de Direitos Humanos participa de marcha contra a impunidade
Com apoio do presidente da Comissão Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa (CDH), deputado Mauro Rubem (PT), e iniciativa do Instituto Valério Luiz, será realizada neste sábado, 5, manifestação sob o tema: "Marcha contra a impunidade".
O objetivo é lembrar a data do brutal assassinato do cronista esportivo Valério Luiz, ocorrido em 5 de julho de 2012, quando saía da rádio onde trabalhava, em Goiânia, e ainda cobrar de autoridades e mostrar à população goiana que os assassinos do radialista, bem como de outras vítimas por todo o Estado, continuam impunes.
A partir das 9 horas, jornalistas, radialistas, amigos e fãs do trabalho do cronista Valério Luiz irão se reunir no Coreto da Praça. São aguardadas cerca de 500 pessoas que caminharão pelo Centro da Capital, entoando gritos por Justiça. Durante a caminhada, cidadãos vítimas de violência e impunidade vão ainda compartilhar depoimentos, dividindo a dor e multiplicando o pedido por um Estado menos violento.
Caso Valério
O cronista esportivo Valério Luiz foi assassinado no dia 5 de julho de 2012, ao sair da Rádio Jornal 820 (hoje Rádio Bandeirantes), onde trabalhava. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime. O motivo do assassinato teriam sido críticas do radialista ao clube de futebol Atlético Goianiense.
Depois de oito meses de investigações, a Polícia Civil concluiu que o empresário e ex-vice-presidente do Atlético, Maurício Sampaio, é o mandante. Já Urbano de Carvalho Malta e o policial militar Djalma da Silva organizaram o assassinato com o apoio de Marcus Vinícius. Ainda segundo o inquérito, o também PM Ademá Figueiredo foi o executor do radialista.
Todos os acusados estão em liberdade, e o açougueiro Marcus Vinícius está foragido. As audiências de instrução já foram realizadas, assim como as alegações finais. Atualmente, o processo está com o juiz Lourival Machado da Costa, e a pronúncia, que irá determinar ou não se os acusados irão a júri popular, deve sair nos próximos dias. "Aguardamos ansiosamente pela pronúncia, temos fé que o juiz mandará todos ao júri e que esses assassinos serão condenados e pagarão pelo que fizeram", afirma Manoel de Oliveira, pai de Valério Luiz e também cronista esportivo.
Outros casos
Além de pessoas ligadas a Valério Luiz, familiares de outras vítimas de crimes violentos vão participar da manifestação, como parentes do advogado David Sebba, assassinado também no dia 5 de julho de 2012 por policiais militares, segundo investigação realizada pela Polícia Civil.
Devem comparecer também familiares do bacharel em Direito Pedro Henrique Queiroz, assassinado durante abordagem policial em 2008; da publicitária Pollyana Arruda, assassinada em 2009; de Michelle Muniz do Carmo, filha do deputado Luiz do Carmo do Carmo (PMDB), assassinada em 2012; da assessora parlamentar Ana Maria Duarte, assassinada por um motoqueiro no Setor Bela Vista, em março deste ano e do empresário Marco Antônio Lélis, morto em 2008 – o acusado do crime é o delegado Manoel Borges.